“YES, WE C.A.M.”

Créditos da imagem: Blog Cassio Zirpoli

Criativa e pertinente a “chamada” do canal fechado “Sportv” para a finalíssima da Libertadores entre o Clube Atlético Mineiro e o Olímpia-PAR.
O Galo pode e deve faturar este que será um título inédito e o mais importante de sua história.
Claro que há de se respeitar a tradição do clube paraguaio no torneio (inclusive pela atual edição, vide a eliminação do desfalcado Fluminense), mas, assim como o Peñarol e sua tradição não ameaçaram o Santos em 2011, imagino que o Galo leve esse caneco sem muitos sustos.

FINAL COM CHEIRO DE CRISE
A final da Recopa entre Corinthians e São Paulo, ao que tudo indica, impactará mais sobre o vencido do que sobre o vencedor. Explico: o campeão, por mais que se esforce para enaltecer o título (exemplo do Santos, atual campeão, que de maneira não muito espontânea o colocou como algo relevante após os fracassos no Mundial e a não classificação à Libertadores), na verdade, parece apenas buscar um alento para o ano (ao menos até aqui) perdido.

EXEMPLO DE DESORGANIZAÇÃO
O São Paulo – quem diria – está uma bagunça. Contratações erradas (aos mais desavisados, Ganso está há cerca de um ano na equipe e até hoje não fez sequer uma partida memorável), trocas de técnicos e pitorescas declarações de seus dirigentes. O último que sair apague a luz.
Boa sorte ao “boa praça”, mas supervalorizado Paulo Autuori, que há tempos não faz um bom trabalho em solo brasileiro.

“AMOR SEM BEIJINHO, CORINTHIANS SEM PAULINHO”
O gás do Corinthians parece ter chegado ao fim. Com as saídas de jogadores simbólicos como Jorge Henrique e Paulinho (este último, um dos maiores de sua história), Tite terá de recomeçar e montar uma nova equipe, incutindo uma nova filosofia vencedora. Ibson e Pato, jogadores de “grife”, mas com carreiras um tanto irregulares, não parecem ser a solução.

A VOLTA DO DNA SANTISTA
O Santos volta a deixar o seu torcedor satisfeito. A nova safra de jogadores parece ter talento e, somada a bons e experientes atletas como Edu Dracena, Arouca, Cícero e Montillo e os contratados Mena e Cicinho, pode dar “samba”. O técnico Claudinei, ao contrário de seu antecessor, busca um futebol ofensivo e dá oportunidade aos pratas da casa (destaque aos meninos Giva e Neílton). De se lamentar o Robinho não ter fechado. Seria uma referência para a garotada e um sopro de alegria ao torcedor, carente de Neymar.

VERDE ESPERANÇA
Imagine a seguinte escalação: Fernando Prass, Luiz Felipe (Ayrton), Henrique, Vilson e Juninho, Eguren (Márcio Araújo), Wesley (Charles), Mendieta e Valdívia, Leandro e Allan Kardec. Se não é um time dos sonhos, certamente é um time respeitável, nível série A. Esse time, somados a reforços pontuais e a Arena Parque, faz o palmeirense crer em uma nova fase, de menos sofrimento e mais conquistas. Que a diretoria dê a estabilidade necessária para tanto. Que seja “Nobre”.