Agora são 16!

Créditos da imagem: BBC

A primeira fase da Copa do Mundo da Rússia terminou. E terminou de vez para seleções de menor peso, mas que jogaram bom futebol, como Peru, Irã e Nigéria, além, claro, da atual campeã Alemanha, lanterninha num grupo com Coreia do Sul, Suécia e México.

Nas únicas 24 horas desde a estreia sem jogos, é o momento de fazermos uma análise sobre o que virá pela frente, especialmente nestes próximos quatro dias, com oito jogos – dois por dia – das oitavas de final.

Do lado esquerdo da chave, quatro campeões mundiais: Brasil, Uruguai, França e Argentina.

Do lado direito, dois: Espanha e Inglaterra.

Do lado esquerdo, a sensação Bélgica.

Do direito, a incrível Croácia.

Daqui, um asiático no meio de europeus e americanos.

De lá, um americano no meio de tantos europeus.

Argentina e França abrem o primeiro jogo, sábado às 11h, e realizam a única partida desta fase entre campeãs mundiais. Aos trancos e barrancos e com o comando na mão dos jogadores, os hermanos entram para enfrentar uma França potente, mas que até então não demonstrou seu bom dutebol. A Argentina tem Messi, mas parece já ter jogado o que poderia. A França tem tantos craques e pode, enfim, despertar no Mundial. Imperdível.

Palpite: França.

Uruguai e Portugal completam o sábado, às 15h, com jogo de duas grandes equipes do futebol mundial. Os bicampeões mundiais ainda não tomaram gol, mas enfrentam a máquina de balançar as redes Cristiano Ronaldo, a fim de conduzir a sua malta a mais um título de expressão após a Euro 2016. O Uruguai se mostra mais ajustado e por isso deve levar vantagem contra um Portugal que tomou sufoco tanto de Marrocos, quanto de Irã.

Palpite: Uruguai.

No domingo, na hora da macarronada, temos os donos da casa recebendo os campeões de 2010. Espanha e Rússia fazem um jogo recheado de incógnitas, já que a favorita Espanha apresentou um futebol bastante lastimável, enquanto a Rússia, depois de um início empolgante, foi colocada em seu devido lugar pelos uruguaios com sonoros 3 a 0. A Espanha, apesar de sua má fase, é bastante favorita contra uns russos que já fizeram bonito ao nos darem bastantes gols na primeira fase da competição. Se saírem agora, ficará bom para todo mundo.

Palpite: Espanha.

À tarde, depois daquele cochilinho santo de todo domingo, Croácia e Dinamarca fazem uma partida que se eu fosse você não perderia de jeito nenhum. Acostumados a vermos jogos ruins no domingo à tarde – pode demorar mais um pouquinho para voltar, Brasileirão – teremos em tela o time que apresentou melhor futebol até aqui, com uma dupla de meio-campistas sensacionais: Modric e Rakitic. Quanto à Dinamarca, parece-me que só está aí porque deu sorte de não ter enfrentado um Peru completo desde o início do jogo..

Palpite: Croácia.

Na segunda-feira, HAAAAAAJA CORAÇÃO amigos. É o Brasil em campo contra a pedra no sapato México – 5 vitórias mexicanas contra 4 brasileiras na década – que mandou ninguém mais ninguém menos que a Alemanha mais cedo para a casa. Felizmente, enquanto o Brasil começou tropeçando e subiu de produção durante a competição, os compatriotas de Bolaños, o eterno Chaves, estão até agora procurando a bola depois de levarem uma surra da Suécia. Graças à Coreia, que fez dois gols na Alemanha, não se tornaram o maior fiasco da primeira fase.

Palpite: Rumo ao Hexa!

Com corações acalmados, a tarde é hora de descobrirmos o adversário do Brasil – não me fale de México. A Bélgica é a grande favorita desta fase, contra um limitadíssimo Japão, que só chegou à segunda fase porque praticamente iniciou o primeiro jogo, contra a Colômbia, com 1 a 0 no placar e 11 contra 10 em campo. É legal de vê-los nesta fase, pois senão a Copa já ficaria apenas entre Europeus e Americanos. Mas daqui para frente, não há caridade nem boa vontade que se sustentem.

Palpite: Bélgica.

Na terça-feira, último dia das oitavas, é hora de Suécia e Suíça entrarem em campo e confundirem a cabeça de quem nunca sabe quem é quem. Um jogo bastante equilibrado, mas formado por seleções que aparentemente são bastante limitadas. A Suíça apesar de vencer a Sérvia, não conseguiu sequer fazer o resultado contra a Costa Rica para brigar pelo primeiro lugar do grupo. Já a Suécia, redimiu-se da derrota para a Alemanha e enfiou logo duma vez três no México. Com certeza, mesmo que sua tia confunda quem é quem, podemos afirmar que não há suecos nem suíços desesperançosos, tamanho equilíbrio desse jogo.

Palpite: Suíça.

Por fim, à tarde, Colômbia e Inglaterra encerram com promessa de jogão. Dois times que fizeram boa primeira fase e se gabaritam a alcançar pelo menos uma semifinal. Também sem favoritos, a Inglaterra tem a grande vantagem de possuir o furacão Harry Kane, enquanto os sulamericanos anseiam por James Rodriguez pronto para encarar os 90 minutos.

Palpite: Inglaterra.

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