Felipão, pelo espírito de porco

Créditos da imagem: Istoé

Eu não traria Roger, por não acreditar que apenas a aura de modernidade que o cerca seja suficiente e por não ver, exceto nos bons momentos do Grêmio, desempenho extraordinário que justificasse a ausência de resultados práticos que tem pautado sua carreira. Mas Mattos trouxe, Galliote bancou, creio eu por acreditarem em algo que não vi, ou por saberem algo que não sabemos. Respeito o pensar diferente, não respeito a falta de coerência dos dirigentes palmeirenses. Roger é ruim? Não acredito que tenha sido o Fluminense e o gol solitário de Pedro que escancararam isso.

A verdade é que o Palmeiras é hoje um time com muito (muito!) dinheiro, mas sem nenhum comando. Ou comando demais, como nos velhos tempos de brigas políticas. A solução? Bom, há a mais dolorosa e eficaz: uma autocrítica profunda, que corte todos os males pela raiz, que cobre gente como Mattos, que cobre pulso de Galliote, que leve a um planejamento de verdade, com uma ideia de jogo e de gestão, que acabe com a farra de contratações por “oportunidades de mercado”.

Há a mais simples: a busca de um para-raios, no caso um grande, bigodudo e ranzinza, mas com as costas largas suficientes para concentrar todas as críticas que vão na direção da bagunça alviverde. Parece clara a opção da “moderna” diretoria do Palmeiras.

No meu imaginário infantil, os heróis não eram nenhum dos Vingadores. Embora estivessem cercados por verde não tinha o Hulk. Mas certamente Felipão estava entre eles, a mente por trás da Libertadores que eu não vi. Scolari no Palmeiras soa anacrônico, ultrapassado, deprimente mesmo. Não irão faltar bufadas no microfone, reclamações com a arbitragem, polêmicas vazias para desviar o foco de desempenhos ruins. Mas é verdade também, que não há no mundo um cara mais identificado com a instabilidade verde, tampouco mais capaz de levar times a fórceps, na raça mesmo. Talvez o único capaz de unir a convulsionada massa alviverde. Na aleatoriedade do futebol sul-americano, vai que dá certo. O certo, por ora, é que está de volta o espírito de porco, para o bem e para o mal.

6 comentários em: “Felipão, pelo espírito de porco

  1. Esse Alexandre Mattos é um ridículo!

    Menos mal que sua máscara está caindo!

    Sabe nada de futebol!

  2. Assino embaixo! Racionalmente, não tem muitos motivos para dar certo, mas não vejo quais outras alternativas a diretoria tinha. Acho que o erro inadmissível foi realmente ter continuado com o Roger durante a pausa para a Copa, quando deveriam ter trocando antes…

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