Flamengo x São Paulo no apagar da luz vermelha

Créditos da imagem: FutNet

Sem VAR, com tempo de preparação e em transições de elencos, os clubes voltam ao campeonato brasileiro. Logo de saída, quis o acaso que líder e terceiro colocado se encontrem no tal “jogo de seis pontos”. Em termos. Para o visitante São Paulo, que nem saiu entre os favoritos, o empate está longe de ser ruim. Por sua vez, o Flamengo precisa mostrar sua capacidade numa situação diferente das primeiras rodadas. Estas foram marcadas por um certo descompasso entre os participantes, após um primeiro semestre desgastante. A partir de agora, saem todos em igualdade física. Não seria inexato dizer que as doze rodadas foram o treino de classificação. Hora da largada de tanques cheios. Falando do pole position e do terceiro no grid, vamos aos destaques desta primeira curva de ambos.

1 – No gol, o Flamengo tem mais confiança em seu titular. Depois de assustar com braço curto em 2017, Diego Alves vem seguro inclusive em chutes de longe. No tricolor paulista, a torcida vem tendo calafrios com as bolas mal rebatidas por Sidão. Por enquanto, a sorte e a incompetência dos contemplados vêm ajudando.

2 – depois de anos com um jogo cheio de cruzamentos e individualidades isoladas, o rubro-negro voltou a atuar de uma forma que a torcida – sua e dos adversários – reconhece como cara de Flamengo. Enquanto isso, depois dos desastrosos antecessores, Diego Aguirre ganhou carta branca e resultados que vêm sustentando a identidade uruguaia da equipe. Resta saber se, como em outros trabalhos, a queda física no segundo tempo acontecerá em jogos de quarta e domingo. Não é, obviamente, o que se espera para esta quarta-feira.

3 – em termos de despedidas durante a Copa, a torcida são-paulina tem mais a celebrar que lamentar. A começar pelo populista Petros, o jogador de meio-campo que vai mal em todas do meio-campo. Outro que não deixará saudades é Cueva, que em espírito já foi embora desde a metade de 2017. Marcos Guilherme, um atacante aberto de uma jogada só, pode abrir espaço para jogadores da base ou, se vingar, o misterioso Rojas. Já o Flamengo perdeu Vinícius Junior, cuja força ofensiva pela esquerda fazia as defesas se abrirem, dando espaço para Diego e Everton Ribeiro. Por ora, o clube confia em Marlos Moreno, erroneamente elevado a fenômeno em 2016, para seu lugar.

4 – falando em chegadas, o São Paulo teve também a contratação do lateral Bruno Peres, mas este só estreará mais adiante. O Flamengo trouxe o colombiano Uribe, de trinta anos, esperando que seja mais eficiente que Henrique Dourado. A diretoria ainda quer uma garantia da CBF para escalar Guerrero, sendo mesmo recomendável saber os exatos termos da decisão judicial suíça que o liberou para a Copa. De todo modo, o atacante tem contrato até agosto, o que aumenta a cautela para sua eventual escalação. Em tempo: talvez o São Paulo finalmente veja Gonzalo Carneiro, da trupe uruguaia, estrear depois de longa recuperação.

5 – vislumbrando uma perspectiva dos noventa minutos, teremos o Flamengo propondo o jogo e o São Paulo tentando deixar a partida desconfortável. Possivelmente começará adiantado para atrapalhar a chegada da bola aos jogadores de ataque do mandante, confiando no talento de Nenê para as bolas desarmadas. Com o passar dos minutos, a tendência será o recuo, igualmente contando com Nenê para acionar Everton e Diego Souza. Por sua vez, o Flamengo terá espaços promissores por seu lado direito, em especial de Everton Ribeiro investindo contra Reinaldo. No centro, Aguirre certamente usará dois volantes para neutralizar Diego – não se sabe se o mordido (após ficar fora da lista de Tite) ou o acomodado que já irritou muito sua torcida.

Palpite do colunista: 1 a 1.

Um comentário em: “Flamengo x São Paulo no apagar da luz vermelha

  1. Volta a rotina deste futebol brasileiro deplorável . Jogos horríveis, times que não conseguem trocar quatro passes na linha ofensiva. Futebol de uma retranca danada , meiucas sem qualidade, que não conseguem antever uma jogada. Erros de passes de três metros. A coitadinha da bola é maltratada nesse país que já foi sinonimo de futebol bem jogado. Temos mesmo que ter dificuldades em copas do mundo. Nossa bolinha está vazia , muita transpiração e nenhuma inspiração rsrs.

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