Na Europa é jogo; no Brasil, é aula

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Que meio de semana espetacular a Europa nos presenteou.

Com quatro grandes jogos, a Liga dos Campeões nos mostrou – pela enésima vez – por que é o maior campeonato do mundo.

Porto x Liverpool e City x Tottenham se juntam a Juventus x Ajax e Barcelona x Manchester United para completar a quadra de espetáculos ao público nesse meio de semana.

Aqui do Brasil, acostumados a jogos fraquíssimos, em que o gol é a maior raridade da partida, parece um absurdo a intensidade com que os jogadores buscam a bola e o gol o tempo todo na Europa.

Ontem, em apenas dois jogos, a bola alcançou a rede nada menos que doze vezes, enquanto aqui, São Paulo e Corinthians, finalistas do maior estadual do país, estão há mais de 200 e 400 minutos, respectivamente, sem fazer um mísero golzinho.

É essa a nossa triste realidade ao desligar a TV no início da noite desta quarta-feira: pensar que agora teremos de nos contentar com o futebol patético praticado por grandes times como Palmeiras, Corinthians e Flamengo, dos retranqueiros Felipão, Carille e Abelão.

É impossível não questionar se tais treinadores estavam à frente da TV nesse final de semana para tentar aprender um pouquinho que seja dessa maravilha chamada de futebol europeu, pois parecem engessados com a mesmice que afunda o esporte no Brasil.

O certo seria colocar os três e mais todos os outros sentados numa sala e só deixar levantar quando os quatro jogos acabarem e a lição estiver compreendida.

Porque a verdade é essa mesmo: na Europa, isso é jogo; no Brasil, é aula.

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