Nem Giovanni, nem Robinho e nem Neymar. É hora da “coletividade” e do “futebol total” no Santos

Créditos da imagem: Marcos Ribolli

Pela primeira vez desde que acompanho futebol (início dos anos 90), clube briga por título do Brasileirão sem um grande destaque individual

1995: “Giovanni, o Messias” conduziu o Santos ao título moral do Campeonato Brasileiro daquele ano.

2002: o fim da fila santista veio com roteiro hollywoodiano: eliminando o “Super São Paulo” de Kaká e Luís Fabiano, o Grêmio do “insuportável” Danrlei e o arquirrival Corinthians de Parreira na grande final, com direito às eternas pedaladas de Robinho.

2003: ano de “Alex Cabeção” e seu Cruzeiro (o primeiro campeão por pontos corridos). O Santos de Diego e Robinho, vice daquela edição, nem sequer chegou a disputar o título de fato.

2004: no Teixeirão, vitória na última rodada contra o Vasco com direito a resgate da mãe de Robinho, então sequestrada (!) até a véspera daquela partida. Santos campeão!

2007: o São Paulo não deu a menor chance para os rivais. O Santos, àquela altura já sem Zé Roberto (que retornou ao futebol europeu após brilhante campanha como camisa 10 do time de Luxemburgo campeão do Paulistão daquela temporada), ficou o tempo todo distante do caneco.

2016: em que pese ter levado vantagem nos dois duelos contra o Palmeiras (campeão daquele ano) -empate fora de casa e vitória na Vila por 1×0-, o Santos de Lucas Lima, Gabigol e Ricardo Oliveira (vice daquela edição), mais uma vez, esteve distante de conquistar o título.

Com Neymar, curiosamente, o Santos nunca chegou a disputar o título do Campeonato Brasileiro. Em regra, o Santos da sua “Era” fazia primeiros semestres excepcionais (ganhando praticamente todos os estaduais, uma Copa do Brasil e uma Libertadores) e, acomodado, levava a segunda metade do ano “na flauta”.

2019: convenhamos que a chance de o Santos repetir as temporadas de 2003, 2007 e 2016 (quando teve boas participações mas não chegou a competir efetivamente pelo primeiro lugar) é grande. O nível de rendimento despencou, o do Flamengo cresceu exponencialmente e a liderança foi perdida. Consequentemente, também grande é a chance de o clube repetir o São Paulo de Aguirre do ano passado, que chegou a vender a ilusão de que poderia ser campeão, mas a realidade, amarga, acabou se mostrando no segundo turno do campeonato. De maneira que, frente a rivais poderosos, a única chance do Peixe tem nome e sobrenome: Jorge Sampaoli. Acredito que apenas o retorno do “futebol coletivo” e “total”, característicos do treinador argentino, podem dar sobrevida ao Santos. Mas é claro que o retorno da boa fase de jogadores como Pituca, Sánchez e, principalmente, Soteldo (que até seis rodadas atrás disputava, na minha opinião, com Gabigol o título de melhor jogador do Brasileirão) também é fundamental.

E segue o jogo.

Leia também: 

– Nada a perder – contra o Flamengo, a chance de Sampaoli retomar a sua essência

2 comentários em: “Nem Giovanni, nem Robinho e nem Neymar. É hora da “coletividade” e do “futebol total” no Santos

  1. Eu acompanho desde 1955, ainda na era do rádio de válvulas. Com a saída de Pelé, demos um salto para 1995. Nesse intervalo, um ou outro título de menor importância com os originais meninos da Vila.

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