O “caminho dos sonhos” do Santos na Libertadores

Créditos da imagem: Reprodução A Tribuna

Grêmio, Boca e Palmeiras. Eis o roteiro idealizado pelo torcedor santista na busca do tetra da Libertadores

É consenso que depois de 2002, quando o Santos de Diego e Robinho conquistou o Brasileirão de maneira quase hollywoodiana, o clube renasceu e retomou sua grandeza.

De lá pra cá, em que pese a incompetência das gestões que passaram pelo clube desde então -que culminou na constrangedora punição da FIFA no ano passado-, o Santos viveu grandes momentos dentro de campo, especialmente na Era Neymar, quando conquistou, entre outros troféus, a Copa Libertadores de 2011.

Revisitemos, no entanto, outros três momentos também marcantes na história recente do Peixe, sem os quais esta coluna não teria razão de ser:

2003, BOCA JUNIORS X SANTOS, FINAL DA COPA LIBERTADORES

– Em 2003, o Santos manteve a sua base campeã na temporada anterior (Maurinho e Alberto saíram para as entradas de Reginaldo Araújo e Ricardo Oliveira, além de Nenê, que reforçou um já qualificado elenco) e chegou à finalíssima da Libertadores de maneira invicta. Na Argentina, apesar da maior posse de bola mesmo com o desfalque de Elano, os erros individuais de Reginaldo Araújo (que acabaria expulso) e um afoito Fábio Costa, além da inexperiência, fizeram a diferença para os argentinos, que construíram um quase irreversível 2 a 0 em La Bombonera e depois ainda fizeram 3 a 1 no Morumbi, o que tornaria a conquista do Boca do endiabrado Carlitos Tévez incontestável;

2007, GRÊMIO X SANTOS, SEMIFINAL DA COPA LIBERTADORES

– Em 2007, o Santos do então camisa dez Zé Roberto, que vivia a melhor fase de sua carreira em solo brasileiro, foi eliminado de maneira traumática pelo Grêmio de Diego Souza na semifinal da Libertadores daquele ano. Pelo critério do gol qualificado, o Santos ficou pelo caminho. Derrota por 2 a 0 em Porto Alegre e uma vitória categórica -mas insuficiente- por 3 a 1, na Vila. Com Fábio Costa mais experiente, com os competentes Alessandro e Kléber nas laterais e um meio de campo consistente formado por Rodrigo Souto, Cleber Santana, Zé Roberto e Pedrinho, além de Marcos Aurélio e o recém-recuperado Jonas no ataque, seria a chance de uma revanche contra o Boca de Riquelme naquele ano. Não deu;

2015, PALMEIRAS X SANTOS, FINAL DA COPA DO BRASIL

– Em 2015, num duelo marcado por provocações de parte a parte, o Santos, então presidido por Modesto Roma, vivia melhor fase do que o adversário e, sabe-se lá o motivo, topou remarcar as datas das finais. Ainda assim, no jogo da ida, na Vila Belmiro, foi bastante superior ao Palmeiras e passou a impressão de que definiria o título em seu território. Mas o placar de 1 a 0 seria insuficiente. Gabigol perdeu um pênalti e Nilson um gol imperdível. Em São Paulo, derrota dupla: 2 a 1 no tempo normal e, depois, nos pênaltis. Nascia, assim, a vitoriosa Era Crefisa no Palmeiras, enquanto a “geração do quase” no Santos foi sendo limada aos poucos do clube.

A essa altura o leitor mais atento e generoso já entendeu até onde quero chegar. Embora os tempos sejam outros, os elencos sejam outros e, no caso do Palmeiras, até as competições serem outras, o Santos tem a chance de ir à forra contra adversários que, por assim dizer, “machucaram” os seus torcedores num passado não tão distante.

Em sendo cumprido dito roteiro, seria algo, tal qual 2002, para lavar a alma do torcedor santista. Naquele ano, falido e com um time repleto de garotos, além de um treinador experiente que soube usar com maestria o lado psicológico de seus comandados, tirando deles qualquer responsabilidade por resultados, o Santos contrariou a lógica e fez história.

Ou seja, há semelhanças com o ano de 2020.

Aliás, 2020 é apenas uma outra maneira de se escrever 2002.

Cuca é o Leão da vez como líder de uma garotada boa de bola. E se em 2002 teve PEDALADA, na Libertadores 2020/2021 a promessa é de MINI MÍSSIL!

O Grêmio de Diego Souza já foi.

Próoooooximoooooooo!!!

E segue o jogo.

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