Seja bem-vindo (desde que no clube dos outros e não no meu), Vanderlei!

Créditos da imagem: Super Esportes

Vá lá que os tempos áureos do grande Luxemburgo tenham ficado (bem) para trás.

Aliás, tenho para mim que desde quando – utilizando as palavras do próprio – ele foi e voltou do Real Madrid “como um MANÉ“, em 2005, depois de uma emocionante conquista de Campeonato Brasileiro pelo Santos no ano anterior, Vanderlei Luxemburgo nunca mais foi o mesmo.

Talvez o gostinho de ter atingido o ápice (o que mais, além de comandar a Seleção Brasileira e um Real Madrid, um treinador top de linha pode querer?) e fracassado, fez com que ele perdesse o tesão pela carreira, embora ele refute e até fique bravo com quem sugestione isso, já que depois ele ganharia uma infinidade de campeonatos estaduais por diferentes clubes.

De qualquer forma, é inegável que Luxemburgo é um treinador histórico, consagrado e visionário (pioneiro na arte de colocar jogadores ofensivos na função de volante e outras mudanças táticas; na percepção da necessidade de se ter elencos fortes e não apenas um time titular; no “poder de vestiário” e na capacidade de inflamar os seus comandados; na preocupação com a logística dos clubes que comandava, com uma visão macro e perfeccionismo que faziam a diferença etc).

E, talvez na mesma proporção, polêmico…

Apenas para citar algumas de suas histórias que caberiam em uma revista de fofocas, quem não se lembra de sua rivalidade com Felipão, suas brigas com Marcelinho Carioca, a história da manicure, a CPI e a confusão com o seu nome (Vanderlei ou Wanderley?), a batalha judicial com Edmundo, o suposto vício pelo pôquer, e, mais recentemente, uma troca de farpas ao vivo com o narrador Cléber Machado no “Bem, Amigos”, do Sportv, após o narrador perguntar se o treinador se considerava ultrapassado (…)?

Ultrapassado?

Sim, é este o conceito que mais bem define o atual momento vivido por Vanderlei Luxemburgo (vide o fracasso que foi a sua última passagem pelo Grêmio, clube que gastou um caminhão de dinheiro em contratações e naufragou. E outros tantos exemplos…).

Se Luxemburgo pode mudar isso, que mude agora no simpático Sport (que vai entrar ainda mais na mídia, o que é ótimo) trabalhando e mostrando que ainda tem lenha para queimar e não “no grito”.

Fato é que, dando certo ou não, Luxemburgo é daqueles raros personagens que movimentam e muito o nosso meio futebolístico.

Por isso, seja bem-vindo (desde que no clube dos outros e não no meu), Vanderlei!

E segue o jogo.

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