Eduardo Sasha, o coringa da Vila

Créditos da imagem: ESPN

Jogador raro, Sasha é competente em todas as funções que exerce dentro de campo

Santos 0 x 1 Internacional, Campeonato Brasileiro de 2016

A primeira vez que Eduardo Sasha despertou a minha atenção foi em um Santos 0 x 1 Internacional, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro de 2016 (que assisti in loco).

Jogador aplicado e de físico privilegiado, Sasha é inteligente dentro de campo e atua com muito caráter.

Com histórico grande de lesões (já foi operado algumas vezes), o atacante vem sendo o maior nome do Santos em 2018 depois de uma saída não tão boa do Internacional, de onde saiu desgastado após a queda do clube para a Série B, em 2016.

Sorte do Peixe que a memória do torcedor (e dos dirigentes) é curta, já que os treinadores que trabalharam em Porto Alegre com o atleta sempre o tiveram em altíssima conta.

Sasha era bastante prestigiado por Argel, Abel Braga e Diego Aguirre, que o tratavam como uma espécie de “pulmão” do time do Inter.

Jair Ventura já tinha pedido a sua contratação quando comandava o Botafogo, mas apenas no Santos foi encontrar o seu “xodó”, a quem recentemente chamou de “jogador completo”.

Seja mais recuado, junto à linha de meias, ou aberto na ponta pelo ataque, Sasha se destaca por defender e atacar com a mesma intensidade.

Voltemos um pouco no tempo para tratar do início da carreira do jogador e assim acompanhar a sua evolução.

Sem muitas chances entre os profissionais no Beira-Rio, Sasha foi emprestado ao Goiás, a pedido do técnico Enderson Moreira, onde encontraria alguns ex-companheiros de Inter: Iarley, Ricardo Goulart e Walter.

  • Sasha estava em formação naquela época – contou (em entrevista ao Zero Hora) Iarley, campeão da Libertadores e do Mundial com o Inter. E complementou: – O Goiás foi muito importante para moldá-lo como jogador. Sempre teve cabeça boa e se mostrou disciplinado taticamente. Ele evoluiu naquela Série B e começou a se tornar o Sasha que vemos hoje.

O Goiás foi campeão da Série B em 2012. Sasha se firmou na equipe e permaneceu para a temporada seguinte. Luís Fernando Rosa Flores, ex-meia do Inter, já era o auxiliar de Enderson Moreira quando Sasha se apresentou em Goiânia.

  • Sasha me chamou a atenção porque vinha de um clube grande e porque, mesmo sob a desconfiança inicial, sempre demonstrou muita personalidade – recorda Luís Fernando. – Ele apanhava muito dos marcadores, mas jamais desistia de um lance. No final do ano, Sasha já era peça fundamental no time, jogando pela direita, tendo Walter centralizado e Goulart, na esquerda – acrescenta.

De volta ao Inter, Sasha passou a compor com D’Alessandro e Valdívia uma linha de três que tinha a tarefa de municiar o centroavante. Primeiro Nilmar e depois Lisandro López. A ótima sequência foi interrompida por uma lesão óssea no pé direito e consequente intervenção cirúrgica.

  • Sasha sempre foi um jogador versátil, é um cara de arremate, de lances simples, mas de muita eficácia. Nunca foi de dar show, mas sempre foi um jogador extremamente eficiente. Sempre valorizamos isso nele, nos tempos de base. Agora, Sasha amadureceu e está mostrando tudo aquilo que se via no time sub-20 e no Inter B – destaca Osmar Loss, treinador do jogador nas categorias de base do clube gaúcho.

No jovem Santos de Jair Ventura, Sasha tem sido a liderança técnica (e tática) de um time que ainda busca identidade.

E pode, pelo menos até que o famigerado camisa 10 chegue à Vila Belmiro, atuar em qualquer das posições na linha ofensiva da equipe.

Talvez nem a diretoria do Peixe saiba o tanto que ela acertou com essa contratação.

E segue o jogo.

8 comentários em: “Eduardo Sasha, o coringa da Vila

  1. Sasha foi um acerto impressionante da diretoria, chegou “de graça”, considerando que foi trocado por Zeca, já considerado jogador perdido e roubou a cena de destaque que seria de Gabigol, pelo peso da contratação.

Deixe sua opinião e colabore na discussão