Botafogo e Vasco, último ato: a superação contra o respeito

Créditos da imagem: André Durão

Quando eliminou o arquirrival das semifinais do Carioca de 2015, o torcedor vascaíno bradou, ecoando o seu anti-herói preferido: o respeito voltou. Engasgado com o título que escapou pela bandeirinha do auxiliar em 2014, o Vasco comemorou ainda mais a classificação à final por ter sido com boa dose de polêmica. Afinal, ‘roubado’ é mais gostoso, como o futebol tinha lhe ensinado ano passado.

Do outro lado da chave, o sempre claudicante Botafogo via sua vaga na final assegurada ao vencer o rival-vovô nas penalidades dos goleiros. Também sem dispensar as polêmicas. Campeão da Taça Guanabara e com a melhor campanha do campeonato, o revigorado time de Renê Simões dá esperanças à torcida, mesmo com ela insistindo em recusar a crença de que pode. Não é raro vermos o botafoguense daquele jeito, meio… botafoguense: um misto de satisfação só por ser Botafogo, com resignação pelos últimos tempos de sofrimento.

Mas o time da Estrela Solitária pode conquistar o Carioca de 2015. Pode porque o time se uniu em torno de um objetivo. Pode porque do outro lado não há um Expresso da Vitória. Pode porque se superou e ainda se supera. Pode porque em clássico, afinal, tudo pode.

Pode também o Vasco sair da fila, enfim. Não porque “o respeito voltou”, mas porque há um treinador. Doriva conseguiu dar um padrão ao time. O Vasco sabe como deve jogar e o faz com competência. No limite.

Amanhã, quando o Alvinegro de General Severiano e o Gigante da Colina entrarem no Maracanã  lotado, será o encontro entre dois clubes que pareciam estar abandonados. De um lado, a sensação vascaína de que o respeito voltou. Do outro, o sentimento botafoguense de superação das dificuldades.

Que Vasco e Botafogo engrandeçam o último ato do decadente espetáculo carioca. O Estadual do Rio precisa. E seus torcedores também.

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