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Dorival Júnior no Santos e a química no futebol

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Créditos da imagem: Fox Sports

Muitos podem falar que é cedo – com o que eu tendo a concordar -, mas é inegável que o início da nova trajetória de Dorival Júnior pelo Santos é pra lá de animador.

Em dez jogos desde o retorno do técnico, a equipe do agora jogador de Seleção Brasileira Lucas Lima venceu sete vezes, empatou duas e perdeu apenas uma (contra o Palmeiras, no Allianz Parque, em duelo bastante equilibrado). Além da escalada no Brasileirão (de onde saltou do 18º para o 11º lugar, a seis pontos do G4), o Santos tem boas chances de classificação para as quartas de final da Copa do Brasil depois da contundente vitória por 2×0, em casa, sobre o rival Corinthians, pelo jogo de ida das oitavas.

Após a mágica passagem pela equipe da Baixada Santista em 2010, quando teve a sorte de poder trabalhar com os craques Neymar e Robinho e os inspirados Rafael (Felipe), Wesley (Pará), Edu Dracena, Durval, Léo, Arouca, Marquinhos (Wesley), Ganso e André e foi campeão estadual e da Copa do Brasil, Dorival teve o seu trabalho bruscamente interrompido após um desentendimento com a maior estrela da equipe – Neymar -, que acabou sendo determinante para a sua demissão, em episódio um tanto mal administrado pelo então presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o LAOR.

Fico pensando o rumo que poderia ter tomado a carreira do treinador caso ele tivesse permanecido no litoral paulista, já que, no ano seguinte, em 2011, Muricy Ramalho herdou o talentoso time e sagrou-se campeão da Copa Libertadores daquele ano, com um futebol bem menos vistoso – ou mais pragmático, como muitos gostam de dizer – que o seu antecessor.

Já Dorival acabou circulando por grandes equipes do país, como o Atlético-MG, o Internacional, o Flamengo, o Vasco, o Fluminense e o Palmeiras, mas longe de ser bem sucedido em qualquer uma delas. Teve que retornar ao Santos para reencontrar o sucesso, o que evidencia a sua “liga” com o clube que acaba de recontratá-lo.

De maneira que a reflexão acaba sendo inevitável: será que a parceria dá tão certo pelo estilo ofensivo de ambos? Será pelo clima acolhedor da cidade praiana, famosa pela qualidade de vida que proporciona aos seus habitantes? Ou será por aquela tal química, que, de tão subjetiva e abstrata, fica difícil definir em palavras?

Bom, longe de mim querer atribuir o sucesso de Dorival no Santos tão somente a essa energia positiva que paira sobre ambos quando estão reunidos. Fosse isso suficiente e a recente passagem de Felipão pelo Grêmio não teria sido o fracasso que testemunhamos. Dorival possui algumas qualidades bem marcantes, dentre as quais destacaria o seu gosto pelo futebol ofensivo (um casamento perfeito com o time mais goleador da história do futebol); é um profissional sério, estudioso e disciplinador; de bom trato com a imprensa e os jogadores; não é teimoso (soube, por exemplo, dar oportunidade ao melhor zagueiro do atual elenco santista – Gustavo Henrique – no lugar do contestado Werley); é aberto a novas propostas e conceitos (em 2010, posicionou Arouca como primeiro volante e Wesley como lateral direito e fez um time improvável – com o meia Marquinhos de segundo volante -, ser ofensivo e vencedor); é um facilitador, gosta de usar o elenco respeitando as características dos atletas; além de ser um sujeito humilde e autêntico, avesso ao autoritarismo, algo bastante comum na sua “categoria”.

Enfim, Dorival Júnior possui muitas credenciais para consolidar o seu nome como um técnico do “primeiro escalão” do nosso futebol. A conferir se a química com o Santos dessa vez lhe proporcionará isso. O (re) início é promissor.

E segue o jogo.

Do outro lado do apito: o depoimento de uma árbitra de futebol
A evolução do nosso conceito futebolístico: análise do 1º turno e perspectivas para o returno do Brasileirão 2015

Escrito por:

- possui 230 artigos no No Ângulo.

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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8 respostas para “Dorival Júnior no Santos e a química no futebol”

  1. O Trabalho que ele está fazendo no Santos é sensacional, deu pra perceber que aprendeu bastante na excursão que fez pela Europa.

  2. Fabiano disse:

    Realmente ele é muito bom treinador, além da sua competência ele é do tipo que os jogadores gostam, o que também ajuda. Penso que na sua primeira passagem pela Vila ele tinha razão em sua conduta mais naquele momento era o lado mais fraco e acabou sobrando pra ele. Certamente teria sido campeão da libertadores com aquele elenco, título que acabou “caindo no colo do Muricy. Concordo com o colunista, pois se ele conseguir projetar o Santos no brasileirão e levar o time mais adiante na copa do brasil vai se efetivar no primeiro escalão dos treinadores. E pelo jeito, merece.
    abç

  3. Nunca um título de matéria caiu tão bem.

  4. Adeir disse:

    SANTOS E DORIVAL COMBINAM!

  5. Jorge Rochembach disse:

    O Santos tem jogado o melhor futebol do país no ano.

  6. Leandro Silva disse:

    É só o gabigol ir pro banco ou outro queridinho que ele é mandado embora!

  7. Caio Bellandi disse:

    Gosto do Dorival, acho um cara com bons métodos.

    O problema é que não soube conduzir bem a carreira um certo período, depois que saiu do Flamengo, aliás, por puro motivo econômico, e não técnico.

    Tem no Santos, com essa tal química, a oportunidade de se recolocar no trilho.

  1. […] consta, devidamente sanado), a saída de Robinho e a providencial troca de Marcelo Fernandes por Dorival Júnior ficou para trás e não deve mais dar as caras em 2015. E assim, meio que sem querer (como costuma […]


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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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