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No “Episódio Renan”, a Portuguesa quis ser grande “no grito”. E errou

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Créditos da imagem: Folha de São Paulo

Um ato pequeno e covarde: a Portuguesa confirmou, ontem, o afastamento do volante Renan e de mais três jogadores do elenco: Ferdinando, Matteus e Natan, todos arbitrariamente anunciados como fora dos planos da Lusa.

Renan gerou polêmica na última terça-feira, após aparecer em vídeos gravados durante a vitória do São Paulo no Morumbi sobre o Trujillanos. O jogador acompanhou a partida no estádio, cantando músicas com a torcida. Com passagem pelo clube em 2004 e 2005, o volante conquistou uma Libertadores e um Mundial de Clubes com o Tricolor.

Ferdinando, Matteus e Natan foram afastados por conta de uma foto em que o trio aparece bebendo cerveja com uma toalha do Corinthians.

Bom, eis que hoje – pasmem!-  há um papo de que Ferdinando pode vir a permanecer no elenco em razão de uma dívida “impagável” do clube com o jogador. É mole? E todo aquele papo de honra, toda aquela ladainha de indignação? Um festival de bravatas, pois.

A Portuguesa não pode querer ser grande “no grito”. Sem falar na covardia de dispensar (?) os atletas alegando necessidade de redução da folha salarial. Explico: os dirigentes sequer tiveram a hombridade de bancar o estilo “somos grandes, porra”, que pateticamente tentaram vender para a torcida, em um claro movimento de transferência de responsabilidade, já que não é novidade para ninguém que o clube está em penúria administrativa (aliás, nunca me conformarei com o “Caso Héverton”. Mas isso é papo para outro dia).

Renan, se não preservou sua imagem como poderia (embora São Paulo e Lusa não sejam rivais diretos atualmente, o que é determinante sim para a avaliação do caso concreto), mostrou-se um tipo apaixonado pelo que faz e que não esquece suas raízes. Tanto assim o é, que ironicamente talvez seja hoje o jogador mais identificado e comprometido da… Portuguesa (que estaria lhe devendo cinco meses de salários atrasados)!

O torcedor não é cego. Nem bobo.

E segue o jogo.

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- possui 228 artigos no No Ângulo.

Natural de Brasília, mas residente em São Paulo desde que se conhece por gente, é um apaixonado por esportes e pela “sétima arte”. Jornalista e advogado, busca tratar o futebol com a descontração que lhe é peculiar, com o compromisso da boa informação e opinião consistente.

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18 respostas para “No “Episódio Renan”, a Portuguesa quis ser grande “no grito”. E errou”

  1. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    Perfeito!

  2. Precisam aprender que jogador deve dar o sangue pela camisa que veste – vale dizer, ser profissional. Mas não tem, obrigatoriamente, que ser torcedor do time…

  3. Além disso, devem lembrar que começou a vida jogando na base do São Paulo….

  4. Luiz Moreira disse:

    AGORA UMA COLÔNIA IGUAL A NOSSA, QUE DIZ TER DINHEIRO, E NÃO TEM CAPACIDADE DE IR ATRÁS DE INVESTIDORES, OU PESSOAS FORTES NO EXTERIOR…

  5. Germano Nascimento disse:

    Colega, já ouviu falar de ética, compromisso e profissionalismo? Nem jogador do Água Santa faz o que o Renan fez, ainda mais logo após eliminação precoce vexatória, é como se saisse de um velório e fosse direto para uma festa….demonstrando total desrespeito pelo finado…quem acha normal a atitude dele e dos outros 3 que estavam bebendo cerveja numa mesa com a toalha do Corinthians é porque acha normal também o que aconteceu em 2013 qdo a CBF mancumunada com FlorminenC e mais alguém de dentro da Portuguesa, rebaixou-a descaradamente…..ah…também deve achar normal toda essa corrupção dos PTralhas….Diretoria agiu certo sim..estamos pequenos mas não perdemos a dignidade!!

  6. Luiz Moreira disse:

    SR. FERNANDO, O QUE É SER GRANDE PRA VOCÊ? SER BANCADO PELO SISTEMA COM DINHEIRO PUBLICO, DINHEIRO ESSE QUE DEVERIAM SER INVESTIDOS NA EDUCAÇÃO,SAÚDE, INFRAESTRUTURA PARA O POVO, E ETC…REPARE QUE OS CONSIDERADOS GRANDES NO BRASIL HOJE, SÃO ESSES….QUE VIVEM DA DESGRAÇA, ALHEIA…IMAGINO QUE AS PESSOAS INTELIGENTES CONSIGAM VER ISSO…QUE NUM PAÍS QUE O CIRCO É PARA ESSES QUE SÃO BANCADOS POR DINHEIRO PÚBLICO, E POR ENTIDADES TELEVISIVAS, QUE AO INVÉS DE ORIENTAREM O POVO COM TRANSPARÊNCIA E HONESTIDADE, O MANIPULAM PARA CONTINUAREM COM O PODER NA MÃO, ELES E SEUS COMPARSAS…

  7. Delfim Carvalho disse:

    Já sem grana dispensa o Renan por um jogo do São Paulo .
    Não tem vida própria afinal o cara foi revelado pelo são Paulo né.
    Muito meu amigo um cara 10 trat meus filhos Super bem.
    Conheço ele desde do São Paulo meu primo era preparador técnico lá….quer saber se sou eu só falo assim cada um cuida da sua vida..
    Teve jogador pior na Lusa e diretor que vendeu a vaga perto do fato não é nada ..bom fia

  8. Ivan Coelho disse:

    complexo de inferioridade

  9. Concordo totalmente, Fernando Prado! Aliás, ainda sobre este assunto, gostei muito de um comentário que li num texto do Mauricio Barros, da ESPN, sobre isso. O comentário foi do Jonas Angelo Martins Ferreira:

    “Acredito que estamos aqui subvertendo a questão: ora, falamos tanto no tal profissionalismo, no quanto os jogadores e toda a gestão deve ser profissional, no quanto a CBF deve ser profissional, e queremos tirar o lazer de um profissional? Ele jamais deixou de honrar seus compromissos com a Portuguesa. Subvertemos a questão quando dizemos que o errado é o Renan, e não nós e os torcedores fanáticos, fundamentalistas e extremistas, que vão atacá-lo de forma rasa e animalesca.
    Ora, deveríamos questionar a nossa cultura de achar que jogador não pode torcer para um time e vibrar por ele, de achar que jornalista não pode ser profissional e ao mesmo tempo ter o seu time do coração. Somos hipócritas em cobrar que os jogadores nutram amor pelos times e por suas camisas (e não somente pelo dinheiro no final do mês), e crucificamos Renan pelo seu ato de amor.
    Prass, Elias, Michel Bastos e qualquer outro boleiro deveria ter preservado (por nós, massa ignorante) O DIREITO PRIVADO de ter suas paixões e poder exercê-las, da maneira como bem entenderem, desde que cumpram seu papel enquanto profissional. Mas nós, infelizes rasos, nos negamos a fazer isso, e vamos reprimindo-os em suas paixões, e justificando a repressão com o argumento do “profissionalismo”, o mesmo profissionalismos que falta ao empregador do Renan.
    Ora, sejamos menos hipócritas. Abçs.”

  10. Wladimir Mattos disse:

    É lamentável assistir um clube como a Lusa nas mãos de pessoas que não entendem que ser profissional, não significa necessariamente torcer pelo clube.

  11. Prezado Fernando Prado discordo totalmente da análise feita pelo amigo, vamos fazer um exercício de simples memória essé post teria essas análises após a final do Campeonato Paulista de 1985? Esse post teria grande aceitação após a final do Brasileiro de 1996? Fernando existe um bem maior chamado história e respeito, o atleta Renan escolheu a Portuguesa para jogar, por qual motivo? LÓGICO QUE A HISTÓRIA ESTAVA NO MEIO DOS ATRIBUTOS, respeito não se atrelar a diretores e sim há uma torcida apaixonada e fiel a esse clube, como os Torcedores do São Paulo se sentiriam vendo Wesley torcendo de forma apaixonada e fanática pelo Santos F.C. afinal problemas salariais não faltam pelos lados.do São Paulo, portanto o que faltou foi respeito e bom senso, coisa que o Jogador Renan e torcedor pelo SAO Paulo faltou e muito

  12. Time que se vendeu para salvar o flamengo a mando da poderosa rede Globo e quebrou a cara, deve ser extinto.

  13. Roniel Morais disse:

    Depois que a Portuguesa se vendeu pra globo pra nao deixar o fluminense cair tah se afundando cada vez a mais

  14. Quem és Portu3guesa?/???
    SRN

  15. Carlos Diniz disse:

    Vasco Freitas Aguiar Aguiar

  16. É errado! Era simples: era só ele assistir em casa, praque c expor desse jeito? Ele ainda está na ativa e jogando por outro clube! Fizesse isso quando parasse de jogar!


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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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