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O acaso está dando uma chance para o “Clube da Fé” mudar

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Créditos da imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Nesta Libertadores o São Paulo tem feito jus ao antigo apelido de “Clube da Fé”. Os providenciais gols feitos pro Centurión nesta partida contra o Danubio (aos 46 do segundo tempo) e de Michel Bastos contra o San Lorenzo, no Morumbi (aos 44 da etapa final), garantiram quatro dos nove pontos conquistados até aqui.

Mas ao contrário da partida contra os argentinos – com os quais disputa diretamente uma vaga nas oitavas-de-final – quando o Tricolor teve boa atuação e merecia a vitória há mais tempo, contra os uruguaios o São Paulo fez uma partida muito fraca. Se não vencesse, não poderia reclamar de nada.

Foi uma partida apática do time brasileiro, que entrou com uma formação muito defensiva e se apoiou em Michel Bastos e Pato para criar perigo ao adversário. Ganso novamente esteve abaixo da crítica.

Durante o péssimo primeiro tempo das duas equipes, que não criavam basicamente nada, eu pensei “depois de o pessoal assistir PSG x Barcelona à tarde, ver esse jogo, nesse estádio vazio, é dose… assim fica incontrolável mesmo o crescimento do futebol europeu por aqui”. Felizmente o segundo tempo foi mais aceitável, com o Danúbio voltando melhor e marcando o gol logo de cara.

Daí em diante o São Paulo teve que tentar jogar mais, o que fez bem à partida. Não consigo ver sentido em manter Luis Fabiano e Centurión (que eu insisto que poderia mudar o sistema ofensivo da equipe) na reserva, para entrar com Rodrigo Caio e Hudson. Principalmente contra um rival fraco, quase eliminado, e numa situação em que a vitória era extremamente necessária.

O triunfo veio, e apesar do que a virada fora de casa e o gol nos acréscimos sugere, não foi fruto de uma atuação heroica ou vibrante da equipe paulista. Deve-se principalmente aos cruzamentos de Michel Bastos, aos bons nomes no ataque, e ao acaso, que é sempre um ótimo aliado.

E que sina desse Danúbio, que perdeu duas partidas em casa (contra “os santos” do Brasil e da Argentina) com gols nos acréscimos…

Com esse resultado, o São Paulo deve ficar com a segunda vaga do grupo. O San Lorenzo pode perfeitamente vencer o Corinthians na Arena Corinthians, pois é o atual campeão e, ao lado da Ponte Preta, foi a equipe que melhor se apresentou contra o alvinegro nesta temporada. Entretanto, é improvável, e o São Paulo tem grandes chances de jogar a última rodada por um empate em seu estádio, contra seu arquirrival, numa partida que deve parar a cidade. Apesar de o time do Parque São Jorge viver um momento muito melhor e ter vantagem no histórico recente, creio que a diferença de motivação pesaria a favor da equipe do Morumbi.

O difícil hoje é enxergar para que exatamente serviria a classificação do São Paulo. Com o futebol que vem jogando, o mais provável é que só passe para as quartas-de-final da competição se der sorte no chaveamento das oitavas.

Mas o futebol sempre pode surpreender. Um novo técnico será contratado: o mais cotado é o argentino Alejandro Sabella, que pra mim é certamente a melhor opção possível, pois “não deixa dúvidas de estar atualizado em relação ao futebol praticado atualmente” (por pouco não conquistou a Copa do Mundo do ano passado com a Argentina); já foi campeão da Libertadores (com o Estudiantes em 2009) e conhece o futebol brasileiro (trabalhou no Corinthians em 2005 como assistente do então técnico argentino Daniel Passarella). Dentro de campo, o dinâmico volante Wesley poderá jogar na eventual segunda-fase da Libertadores e acrescentar essa característica carente ao time atual; e até mesmo as lesões de Alan Kardec e Luis Fabiano podem colaborar para que Centurión vire titular e “injete vida e ânimo” no apático setor ofensivo da equipe.

Por mais que hoje seja difícil acreditar, pensando no futuro, dá pra ter fé.

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Escrito por:

- possui 164 artigos no No Ângulo.

Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano é especialista em política urbana. Com formação em gestão do esporte, também encara apaixonadamente o futebol como fenômeno cultural.


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22 respostas para “O acaso está dando uma chance para o “Clube da Fé” mudar”

  1. O pior q no ano retrasado foi assim tbm contra o atlético q passamos no sufoco e nas oitavas novamente contra o atlético quando tudo parecia favorável o Ademílson perde um gol sem goleiro o Lucio eh expulso de forma infantil e no fim o atlético viro o jogo naquele ano o time foi do inferno ao céu e depois volto ao inferno

  2. Lucas Nunes disse:

    belo post cara ,parabéns !

    • No Ângulo disse:

      Obrigado, Lucas Nunes!

      A melhor maneira de acompanhar nossos posts é cadastrando o e-mail no campo “Assinatura”, no canto direito superior do site, pra ser avisado das novas publicações.

      Abraços

  3. Djair disse:

    Estamos crescendo na hora certa, vamos ganhar do Corinthians e embalar rumo ao tetra!

  4. Hiago Sousaah disse:

    Quarta feira o corinthians vai sentir a pressao do Tric campeao mundial , spfc <3

  5. O tricolor esta simplemente medíocre.

  6. Julio Augusto disse:

    Se tirar o michel bastos do sao paulo acaba com td.um dos piores times do sao paulo que ja vi.Nao adianta nada ter nome e nao ter raça.

  7. Marcos Alves disse:

    Muito pouco para um tricampeão temos que melhorar muito se quisermos o tetra

  8. Centurion ten que ser titular

  9. Anônimo disse:

    Os gols de Centuriões e Michel Bastos, garantiram seis pontos e não quatro como vc escreveu no início do texto!

    • Gabriel Rostey Gabriel Rostey disse:

      Olá, obrigado pela observação! Mas, desculpe, garantiram quatro mesmo, afinal, os empates já estavam garantidos nas duas partidas, ou seja, cada gol acrescentou dois pontos à pontuação do São Paulo 😉

  10. Se ele passar de fase na libertadores enfrenta quem? Alguem diz ai pfvr

  11. O time não mostrou raça ate agora…só q saber d dinheiro…

  12. Giovanni Izac disse:

    Acho que se passar é campeão

  13. Fábio Leão disse:

    Muito bom seu post… PARABÉNS


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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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