O que exigir do Brasil nas Eliminatórias

Créditos da imagem: esporte.ig.com.br

O Brasil começa nesse dia 8 sua caminhada rumo à Rússia para disputar mais um Mundial (o seu 21º), levando na bagagem cinco títulos e a fama de (ainda?) ter o melhor futebol do mundo, pelo menos para os “pachecões”. O adversário da estreia será o Chile, em Santiago, e depois, nessa primeira rodada de dois jogos, a Argentina. Três candidatos a conquistar três das quatro vagas reservadas à Conmebol, pela FIFA, entre dez seleções. E ainda resta uma segunda chance ao quinto colocado, para disputar a repescagem. Quer dizer, é chance de 50%, dada a nenhum outro país, num universo onde a qualidade é de boa para baixo.

Trocando em miúdos, para dois dos países participantes – Argentina e Brasil – é mais do que obrigação  conquistar a vaga. O inverso tem de ser visto como vexame, vergonha, motivo para fechar para balanço, iniciando com uma varredura completa, usando o desinfetante mais forte a ser encontrado, na entidade que comanda o futebol no país – aqui e lá. Uma limpeza que, diga-se de pronto, devia ser feita ainda que se classifiquem.

Tudo bem, já sei, alguns dirão que a Argentina já ficou de fora, o que é verdade. O que só prova ainda mais o que foi dito: que é uma vergonha, caso de polícia. Os “pachecões” dirão, correndinho, que o Brasil, ao contrário, jamais ficou de fora e que é o único país no mundo a participar de todas as edições. Falam de boca cheia, sem parar para pequenas e rápidas considerações: a) que antigamente eram feitos convites, nada de Eliminatórias; b) que o campeão tinha vaga garantida na Copa seguinte: e que, cá entre nós, ganhar uma vaga por essas bandas é muito mais fácil do que nos diversos grupos europeus. Por mais que a FIFA tente colocar seleções fraquinhas nos grupos das mais fortes – aquelas que a ela, FIFA, interessa ver na grande festa.

Fala sério. Dê uma olhada nas possibilidades financeiras, na população dos países concorrentes, e sinta as diferenças que devem prevalecer. Somos, por exemplo, mais de 200 milhões almas, enquanto vivem no Uruguai cerca de 3,5 milhões – ou seja, 1,5%. Sendo verdade que da quantidade é que se tira a qualidade, qual país deve produzir maior número de jogadores e, por consequência, melhor qualidade?

Poderão dizer que futebol mudou muito, que já não tem mais bobo, e outras afirmações do gênero. Tudo bem, se houve aprimoramento, os que antes eram (tidos como) os bons, os melhores, deviam ter melhorado ainda mais, aumentado – ou pelo menos mantido – a diferença de qualidade. É o que ocorreu?

Não vou dizer que o Brasil vai ganhar do Chile e muito menos da Argentina, a seguir. Nem analisar a seleção do Dunga, que longe de ser um craque na direção, trabalha com o que tem. O que não é lá uma maravilha. Foi obrigado a convocar jogadores que, sabe, não estarão na Rússia, nem, provavelmente, nas próximas rodadas das Eliminatórias – pela idade e pelas qualidades. Trato de toda a campanha – 18 jogos. E lá na frente, em 2017, a seleção terá de estar classificada. Não é porque para isso torço, é pela obrigação que tem.

Ou se dispensa qualquer CPI e se vai para os finalmentes…

 

Leia meu blog em www.tvredepaulista.com.br/josemariadeaquino

27 comentários em: “O que exigir do Brasil nas Eliminatórias

  1. Concordo, não importa o que aconteça, não se classificar é simplesmente inaceitável!

    Só discordo quanto às eliminatórias européias, rs! Acho que salvo muito azar nos chaveamentos, é tão fácil se classificar lá quanto é aqui. E nas últimas Copas, ainda que não tenham conquistado o título, as seleções americanas têm feito campanhas muito boas, com quase 100% de classificação para as oitavas-de-final.

    Enfim, vamos ver no que dá! E o Brasil provavelmente ainda terá a sorte de pegar a Argentina sem o Messi, ou seja, tem que aproveitar! 😉

  2. Acredito que faremos um bom papel nas Eliminatórias. Mas admito que sou um eterno otimista em se tratando de Seleção Brasileira de futebol. =D Sem fechar os olhos para os problemas (com os quais sempre convivemos, inclusive durante as cinco conquistas de Mundiais que tivemos), acho que a Copa América foi um importante aprendizado. Naquele torneio, o Brasil tinha bons jogadores, mas com pouca rodagem, sendo que muitos eram de mercados periféricos do mundo da bola. Agora mesclando nossos jovens talentos com jogadores mais tarimbados (como Kaká, Hulk e Ricardo Oliveira) somados a outros em ótima fase aqui no Brasileirão (Lucas Lima e Renato Augusto), acho que pode “dar samba”. A equipe parece mais encorpada e bem temperada. APESAR DA CBF, eu sempre torcerei pelo nosso futebol, um patrimônio do Brasil. 😉

  3. Querem classificar o brasil ? É facil :
    chamem o gamba tite quatro arbitros tres bandeirinhas e pronto…receita do campeonato roubado brasileiro : caiu é penalti pro cor…quer dizer penalti pro brasil

  4. O nosso futebol jogado, devido a todos os motivos que já sabemos, é igual ao do Paraguai, do Uruguai, da Colômbia, de Portugal, da Suécia, da Itália, etc, etc, etc. Extra classe hoje só o Neymar, ponto final. Os outros que aqui jogam ou na Europa são iguais. Uma pergunta: qual seria a diferença, além das tatuagens, entre o Pará e Daniel Alves? Fernandinho e Marcio Araujo? Paulinho e Douglas Costa? Hulk e Kayke

Deixe sua opinião e colabore na discussão