Vasco, campeão carioca: fim de jejum graças à trincheira de Doriva

Créditos da imagem: Marcelo Sadio/Divulgação UOL

O Vasco da Gama entrou em campo neste domingo, 3, já campeão. Afinal, o 0 x 0 daria o título ao time de São Januário. Para o Botafogo, restava atacar com tudo. E o time de General Severiano até que tentou no primeiro tempo.

Mas a característica principal do campeão carioca de 2015 é a defesa. O futebol moderno explicou algumas vezes que a ação protetiva de um time começa no ataque. Foi lá que Julio dos Santos roubou a bola de Marcelo Mattos e entregou pra Guiñazu lançar Rafael Silva. O autor do gol no primeiro jogo abriu o placar da segunda partida e também o caminho pro fim do jejum de doze anos sem o título carioca.

No segundo tempo, o Botafogo ainda tentou. Como tem coisas que só acontecem com ele, o time perdeu seu melhor jogador de meio-campo, Willian Arão, machucado. Na base da vontade, o Alvinegro ainda conseguiu o empate com Diego Jardel. Mas faltou perna, como já havia acontecido outras vezes. E também faltaram opções de qualidade a Renê Simões, que viu o Vasco perder uma série de chances de matar a final até Gilberto, já nos acréscimos, fazer 2 a 1 e iniciar a merecida festa vascaína.

Merecida mesmo. Foram doze anos sem ganhar um título no Rio. Nesse meio tempo, a única conquista relevante foi a Copa do Brasil de 2011, vencida em terras paranaenses.

Méritos para Doriva. O treinador chegou como incógnita e segunda opção, ajeitou um elenco com peças de pouca qualidade e fez o desacreditado Vasco vencer os rivais. Nos quatro últimos jogos do campeonato, o Gigante da Colina foi melhor. Além disso, fez uma boa campanha no primeiro turno. Ou seja, uma campanha digna para o campeão.

Ajudado pelo excelente goleiro, por dois bons zagueiros e dois cães de guarda regulares, Doriva conseguiu montar uma verdadeira trincheira vascaína, quase intransponível. Lá na frente, jogadores como Gilberto e Rafael Silva ajudam no primeiro combate, facilitando o trabalho dos marcadores atrás.

Não é segredo. É competência do técnico, que conseguiu extrair o máximo dos seus jogadores.

Ainda é pouco para vislumbrar um grande Brasileiro, mas foi suficiente para conquistar o fraco Carioca e proporcionar ao torcedor vascaíno a alegria de voltar a ser campeão.

Ainda que a influência de Eurico Miranda seja de inegável importância nos bastidores (para o bem e para o mal), os vascaínos precisam lembrar que se tem alguém fora das quatro linhas que merece os louros da conquista, este alguém é o seu competente treinador.

23 comentários em: “Vasco, campeão carioca: fim de jejum graças à trincheira de Doriva

    1. O Brasileiro começou em 1970, a libertadores na década de 50, logo, como poderia algum time ganhar, se não havia o campeonato?? Kkkkk a inteligência do vascaido salta aos olhos.

    2. Helcio Lemos Martins qd foi essa goleada? Isso faz tanto tempo q eu tenho certeza q nem eu e nem vc tinha nascido, ja o TITULO DA COPA DO BRASIL conquistada em cima do vasco ainda ta bem viva em nossas memorias.

    1. Vc ficou nervosinho Enno Ribeiro? Qd é pra falar do fla vc ñ pensa assim ñ,mas se é a respeito desse time mediocre de segunda divisão vc ja pensa assim né vice da lama?!

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