Manias de grandeza e tragédias anunciadas: o Palmeiras voltou a ser um caldeirão

Créditos da imagem: FuturaPress

Diz o ditado popular que filho de peixe, peixinho é. Peixinho, que vive à sombra do pai, é tudo que Eduardo Baptista não quer ser. Mas foi, precocemente, ao ser demitido como Nelsinho, há mais de 20 anos. Já disse em outras oportunidades: Eduardo é dedicado. Homem, como ele teve de gritar há pouco mais de uma semana no Uruguai. Porém, mais uma vez não deu. Como não deu no Fluminense, ao vir credenciado por um trabalho muito bom no Sport. Cabe a ele agora pensar e repensar os passos de sua carreira, quem sabe dando passos menores, quem sabe com mais calma.

Mas não é nesse lado da equação que mora o grande problema, não desta vez. O agora ex-técnico alviverde só foi mais uma vítima do moedor de técnicos que há muito tempo é a outrora Academia. Lembremos pois: Luxa, Muricy, Antônio Carlos, Felipão, Marcelo Oliveira. Todos mais gabaritados e vencedores que Eduardo, à exceção do hoje treinador colorado. Os mais atentos dirão, com toda razão, que nenhum dos citados teve o time que o filho de Nelsinho teve. Concordo, com uma grande ressalva: o Palmeiras voltou a ser vítima de sua megalomania.

Na maioria dos casos, o que sempre houve foi um desacerto de expectativas. Times razoáveis tinham que disputar títulos, times horrorosos tinham que jogar um futebol razoável. Agora, um bom time, pouco acima da média, com um elenco numeroso, tinha que conquistar o mundo, ainda que fosse incapaz de cruzar uma ponte…

Difícil apontar culpados, mas se tivesse que escolher um, seria o presidente que escolheu Eduardo, sem ter convicção para mantê-lo nos primeiros reveses. Não sou adepto do dogma de que técnicos não devem ser demitidos sob nenhuma hipótese, ano passado deu certo com o próprio Palmeiras. Quem sabe até Cuca volte e tudo faça de novo sentido (em que pese a história contradizer o raio que cai duas vezes no mesmo lugar). Entretanto, é evidente que a crise hoje latente não se justifica com a realidade. A crise palmeirense é fruto de devaneios, ilusões, por que não, delírios – alguém ouviu falar do “Real Madrid das Américas”? – de um time que na ânsia de chegar tão longe, pode não ir a lugar nenhum.  A ver.

10 comentários em: “Manias de grandeza e tragédias anunciadas: o Palmeiras voltou a ser um caldeirão

  1. Como você bem destacou, Matheus Aquino, não dá para entender o porquê de contratem um técnico como o Eduardo Baptista se é pra ficar com essa desconfiança e mandá-lo logo agora, em uma situação totalmente administrável…

    1. Não dá pra entender?
      Quem mais o Palmeiras poderia contratar por seis meses, até o Cuca resolver voltar?
      O Palmeiras foi muito mais esperto do que se podia imaginar.
      Agora trouxe o Cuca e tem tudo pra ganhar todos os títulos de 2017.

  2. Nunca enxerguei o Eduardo como um bom técnico. Nem mesmo seus trabalhos na Ponte e no Sport me fizeram admirar o seu trabalho. Penso que a demissão é um tiro certeiro do Palmeiras na briga pelos títulos mais importantes da temporada.

  3. O Cuca foi tratar de uma coceira na testa que o estava incomodando e mandou colocar um babaca que acreditou na honestidade deste clubinho atravessador de negociações, dai o Cuca resolveu o problema das coceiras incomodas na testa e pediu o cargo de volta e colocaram o babaca pra correr, simples assim, porque se compararem o trabalho dos dois no inicio deste clubinho, o babaca deu melhores resultados do que o cara que estava com incomodo na testa

  4. Nunca achei que o Eduardo daria conta do recado e aquela entrevista ao final da partida contra o Peñarol, realmente me pareceu a atitude desesperada de alguém que estava correndo da forca faz tempo. Mas jamais acharei que a culpa é do Eduardo. Culpa de quem o contratou e não teve cu nem pra bancar, nem pra escolher. Palmeiras tá jogando dinheiro para o alto e quem quiser, que pegue.

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