Cadê o poder de fogo? Montagem do elenco faz do Corinthians um “time de armandinhos”

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Na última semana o Corinthians anunciou seu maior nome para esta temporada: o retorno do ótimo meia Jadson, destaque (e a meu ver o melhor jogador da competição) na irrepreensível conquista do Brasileirão pelo clube em 2015.

É um excelente reforço e certamente eleva o nível desse time carente de jogadores mais experientes e consagrados.

Para jogar ao lado de Jadson, Rodriguinho, recém-convocado para a Seleção, deve tentar reproduzir o papel de Renato Augusto no time de 2015. Mas e para os lugares que foram de Malcom e Luciano/Vágner Love?

Bem, aí então notamos que os principais jogadores de frente do elenco são meias. Além dos já citados, Marlone encerrou 2016 em alta. Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto, investimentos consideráveis do clube desde que adotou o perfil mais “pés no chão”, também jogam mais atrás. Até mesmo Guilherme (talvez o jogador de frente mais talentoso do elenco), formado como atacante, tem jogado mais pelo meio nos últimos anos.

A única opção que hoje parece minimamente razoável para jogar como atacante veloz pelos lados é o limitado paraguaio Romero. E para jogar na área, todas as fichas estão depositadas no imprevisível Jô.

Atualmente, em status dentro do futebol, tanto Marlone quanto Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto e Guilherme – quatro jogadores que poderiam ser reservas de um meio-campo formado por Gabriel, Camacho, Rodriguinho e Jadson – estão à frente de Romero e Jô, as principais opções para o ataque. Isso me parece um evidente erro de montagem de elenco.

Tenho certeza de que a Fiel sente saudade da agudeza de um Emerson Sheik e da presença de área de um Guerrero. A troca de dois desses “armandinhos” por jogadores com poder de fogo, capazes de “meter a bola para dentro”, faria o time mudar totalmente de patamar e poder bater de frente com qualquer outro do País. Do jeito que está, por mais que seja acertadinho e técnico, acaba ficando um tanto quanto inofensivo pela falta de homens de decisão.

16 comentários em: “Cadê o poder de fogo? Montagem do elenco faz do Corinthians um “time de armandinhos”

  1. Concordo! Nunca entendi essa invenção de utilizar o Guilherme como meia. Ele seria a minha aposta no ataque do Corinthians, pois sabe sim jogar enfiado, de costas fazendo o pivô e tem poder de finalização, apesar de seu tamanho, considerado baixo para um camisa 9. E não descarto um bom desempenho do Jô e do Kazim, este ainda uma incógnita. Mas me parece claro que há muitos meias e poucos nomes consolidados para o ataque. 😉

    1. Fulvio Pereira , pois é, até hoje ele “paga o preço” por ser um atacante técnico que soube jogar bem no meio quando foi preciso. Alan Kardec um dia também já substituiu – e bem – Ganso no Santos e nem por isso virou um meia. Entendo que ambos rendem mais no ataque.

  2. Se o treinador tiver ousadia ele acerta esse time , na linha de um joga ou Moisés ou Felipe , linha de quatro Jadson , Camacho , Rodriguinho , Marlone ou Giovanni Augusto , o ultimo tem muita qualidade sabe jogar e gosta de fazer gols . Na frente desse time coloca o menino da base.Precisa ter coragem inteligência para dar encaixe nesse time , e usem o paulista pra isso , depois não adianta chorar.

  3. Gabriel Rostey, não entendo está diretoria. A falta de atacantes vem desde 2015 e mesmo assim em 2016 contrataram milhares de meias. É complicado.
    Em compensação, vi o jogo ontem e gostei da atuação do Jô. Acho que pode fazer boa dupla com Jadson.

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