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Deixem o Zé trabalhar!

ZE-RICARDO

Créditos da imagem: O Globo

Torcedor não costuma ser lá muito sincero, mas pode perguntar para qualquer flamenguista minimamente racional se ele imaginava que seu time estaria em sétimo lugar na oitava rodada do Brasileirão, com 13 pontos, o mesmo número de São Paulo, Santos e Corinthians (com um jogo a menos). Pergunte a esse mesmo rubro-negro se, com o péssimo primeiro semestre, ele acreditaria que o time venceria a Ponte Preta (também com 13 pontos) em Campinas e o Cruzeiro no Mineirão. E que o Flamengo teria um aproveitamento de 54%, com quatro vitórias em oito jogos mesmo sem o Maracanã?

Pois é. O rubro-negro não acreditava. A imprensa e a opinião pública, também não. E isso é sinal de que as coisas estão melhores do que a expectativa inicial. E o treinador interino-vai-ficando-até-onde-der Zé Ricardo tem méritos nisso.

É bom que se diga que até aqui, o Flamengo permanece inconstante durante o jogo, insistindo em jogadores que a torcida não aguenta mais, com um esquema de jogo que está claro que não é o melhor. Ou seja, é um time com problemas. Mas que vai crescendo dentro desse panorama, conseguindo vitórias convincentes, ou, pelo menos, sendo melhor do que o adversário.

Perder para Grêmio e Palmeiras, notadamente mais à frente em tudo que o Flamengo, inclusive na tabela, é normal e, dentro de um comparativo de um time que perdia para Confiança e Fortaleza, foram derrotas com exibições até razoáveis.

Ao perder para o Figueirense, num resultado que pode ser considerado “injusto”, já que o clube catarinense achou um gol no primeiro tempo e só se defendeu no outro, o rubro-negro colocou uma interrogação no trabalho de Zé Ricardo. Mas a vitória contra um péssimo Cruzeiro num sempre hostil Mineirão foi justa. O time jogou melhor, apesar de apresentar os defeitos de sempre e da colaboração do “bando” azul celeste.

Mais competitivo do que o de Muricy, o Flamengo de Zé Ricardo consegue fazer o suficiente para se manter no bolo da parte de cima, o que já é superar as expectativas. Em campo, a nova dupla de zaga tende a crescer com a defesa reforçada por um contestado, mas eficiente até aqui Márcio Araújo (quem diria…). Com isso, Arão e Alan Patrick crescem de produção e participam bem das armações ofensivas, mas sobrecarregados pela inoperância do restante dos jogadores do setor.

O Flamengo ainda peca pelas fracas exibições de Éverton e Cirino, apostando no famigerado 4-3-3. É nesse ponto, aliás, que o time apresenta um maior potencial de crescimento, mas nem Zé, nem os antecessores, conseguiram desenvolver. Éverton, Éderson, Cirino, Sheik, Fernandinho e Gabriel se revezam sem convencer: o melhor é sempre quem está fora. Nesse cenário, fica difícil entender como os gringos Cuellar e Mancuello ainda não estão no time.

De qualque forma, o Flamengo hoje é um pouco melhor do que o anterior. A grife e o currículo de Muricy vão sendo superados pela inexperiência de Zé, que ainda testa as melhores formações tanto nos treinos quanto nos jogos. O Fla vai se arrumando com o andar da carroça. A diretoria, sem grandes opções no mercado e sem a certeza do que quer, vai deixando seu interino. A torcida, também indecisa quanto a um treinador e que começou o Brasileirão sem grandes perspectivas, vai se vendo obrigada a ter paciência com o jovem treinador campeão da Copinha.

Não dá para apostar ainda no rubro-negro carioca como candidato ao G4, ainda mais que as próximas semanas reservam jogos duríssimos, com uma tabela bem mais ingrata. Mas o fato é que Zé Ricardo vem superando as expectativas e o Flamengo vai colhendo pontos e dias de tranquilidade que podem ser valiosos enquanto tenta se achar, com ou sem o interino.

Mas deixem o Zé Trabalhar.

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Escrito por:

- possui 70 artigos no No Ângulo.

Carioca, graduado em Direito e universitário de Jornalismo. Mas antes de tudo, um opinólogo profissional, cronista do cotidiano, comentarista do dia a dia e palpiteiro da rotina.

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17 respostas para “Deixem o Zé trabalhar!”

  1. Realmente, Caio Bellandi, a melhora do Flamengo depois da saída do Muricy é evidente. Eu, assim como o Gabriel Rostey (que me convenceu com os seus argumentos), preferiria o Fernando Diniz comandando a equipe. Mas o Zé Ricardo não deixa de ser “sangue novo” também, além de conhecer melhor o clube e o elenco. Logo, deixem o Zé trabalhar! 😉

  2. Daniel Soares disse:

    Cara, a cada jogo do Brasileiro, vejo algo que o Flamengo não exibe desde aquela arrancada abortada do Oswaldinho: padrão. Faltava era segurança. Ainda falta, mas falta menos a cada jogo desde aquela vitória contra a Ponte.

  3. Caio Bellandi disse:

    Sim, hoje é algo próximo de um time…

  4. Anônimo disse:

    Parabéns pela texto. Só vou discordar da evolução do Alan Patrick, não isso não, se repararmos bem a velocidade do jogo para nos pés dele, é fato que tem um ótimo passe e uma bola parada de qualidade, mas é lento. Se analisarmos friamente o Flamengo está a três pontos do Palmeiras que é o líder da competição. Deixemos então o Zé trabalhar.

  5. yussef damian disse:

    Parabéns pela texto. Só vou discordar da evolução do Alan Patrick, não isso não, se repararmos bem a velocidade do jogo para nos pés dele, é fato que tem um ótimo passe e uma bola parada de qualidade, mas é lento. Se analisarmos friamente o Flamengo está a três pontos do Palmeiras que é o líder da competição. Deixemos então o Zé trabalhar.

  6. Deixo não.
    próxima…

  7. Acho que um novo técnico não vai mudar mta coisa. Por mim deixa o cara mesmo

  1. […] clássico entre as duas maiores torcidas do Brasil, vou arriscar e apostar no Flamengo, que vem melhorando a cada partida sob o comando de Zé Ricardo, ao passo que o Corinthians ainda não se sabe ao certo como reagirá à saída de […]


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