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O campeonato estadual (ainda) é importante pra você?

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Créditos da imagem: Fox Sports

Todo mundo gosta de ganhar títulos, já que, por menor e mais insignificante que seja, taça é taça.

Considerando um cenário perfeito, no qual o seu time tem um reserva à altura para todas as posições, o calendário é super organizado, e não faz 40 graus na hora do jogo, seria lindo! Afinal, queremos ganhar tudo!

Agora lembra que você torce para um time no Brasil. Os reservas são emergenciais, recém-contratados, alguns deles da base. Paralelamente ao estadual, pode ser que seu time vá jogar outras competições: Primeira Liga, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Libertadores. Alguns jogos serão realizados em horários e temperaturas desumanas. Você cobra bom desempenho do seu time, técnico, jogadores na competicão estadual?

E se o seu time não estiver disputando nenhum outro campeonato, o estadual vira obrigação?

Obrigação. Pesado, né? Pesado dizer que um time que está em início de preparação, com novos jogadores, ou não; nova comissão técnica, ou não; é obrigado a ganhar um título, senão não presta, ouve aquele coro nada agradável de “time sem vergonha”, porque perdeu da Portuguesa Santista, ou tomou uma goleada do São Paulo.

Não vou nem entrar no mérito de competições maiores como Libertadores, pois, em teoria, tornou-se aceitável escalar o time reserva quando o torneio mais desejado pelos brasileiros está em jogo.

Mas será que o torcedor aceita que comissão técnica e diretoria dos clubes decidam tratar o estadual como um campeonato teste?

Algo que sirva para mexer no time, fazer experimentos, sem a necessidade real de ganhar os jogos e sim avaliar desempenho para a temporada que está por vir?

Se você acompanha futebol, e tem uma memória legal, talvez se lembre de um dos poucos times a anunciar uma estratégia semelhante sem cerimônias: o Atlético Paranaense, em 2013, 3º colocado da Série B em 2012, retornando à Série A, optou por jogar o Campeonato Paranaense com o time sub-23, e foi fazer uma pré-temporada mais longa fora do Brasil.

Elenco do time principal que disputou o Campeonato Brasileiro em 2013: Weverton, Manoel, Cleberson, Jonas, Pedro Botelho, Deivid (volante, não o atacante), João Paulo, Hernani (base), Paulo Baier, Everton (hoje no Flamengo), Ederson (hoje no Flamengo).

Um time encabeçado pelo veterano Paulo Baier, com folha salarial enxuta, e que, ao final de 2013, foi 3º colocado do Brasileirão da Série A, classificado para a Libertadores, e, ainda, com o artilheiro do campeonato, Ederson.

Se isso foi ou não resultado do estadual ter sido “ignorado”, nunca saberemos, no entanto, a estratégia não pode ser esquecida.

Claro que, assim como deu certo, poderia não ter dado, mas a questão é saber até onde a torcida está aberta a apoiar o time nessas tentativas.

É perceptível que vários times utilizam dessa estratégia, só não anunciam aos sete ventos, por inúmeros motivos: cláusulas contratuais, público nos estádios, mas, principalmente, porque as principais rivalidades são dos times do próprio estado. Isso faz com que parte da importância do campeonato seja resumida a 2 ou 3 jogos, contra os principais rivais.

Será que o Corinthians, jogando Libertadores, totalmente desmontado, vai se dedicar ao Paulista?

E no Carioca, Flamengo com comissão técnica nova, com vários novos jogadores. Vasco, com comissão técnica mantida, com o elenco mantido.

Se o Flamengo perde na final para Vasco, recém rebaixado para a Série B, como será que a torcida reage?

Existe essa análise? Arrisco sem medo de dizer que não, não existe.

O planejamento a longo prazo no Brasil é utópico. Quero ganhar o Gauchão, a Libertadores, ir bem no Brasileiro, e se perder 3 jogos em sequência, mando logo o técnico embora.

Ou não?

Façamos o seguinte exercício mental: Marcelo Oliveira resolve escalar um Palmeiras misto na final do Paulista contra o Santos e perde de 5×0. Que tal? Já viram a cena toda? O time que até então era ótimo, não presta mais, a zaga tá escancarada, e esse meio de campo com o Zé Roberto e o Arouca tá velho.

Eu, como apaixonada por futebol, vivo os mesmos sentimentos, ser torcedor não é ser racional, mas entendo também que as expectativas precisam ser adaptadas à realidade do nosso futebol. Ou seja, na maioria das vezes, é preciso escolher.

Claro que encarar o estadual com indiferença requer uma boa dose de frieza e paciência, mas, já experimentou?

Conta pra mim, qual a real relevância do estadual para o seu time, considerando o ano que está por vir?

Geração "abençoada"?
A “Experiência Calleri”

Escrito por:

- possui 2 artigos no No Ângulo.

28 anos. Natural de Balneário Camboriú/SC, mas paulistana de alma, radicada há 4 anos na selva de pedras. Formada em Comércio Exterior, apaixonada por Futebol, Vinho, Cachorros e Tatuagens.

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12 respostas para “O campeonato estadual (ainda) é importante pra você?”

  1. Assino embaixo, Bruna Horstmann! O estadual é algo que, na melhor das hipóteses, serve de consolo, mas como é hoje é impossível que seja BOM MESMO pra alguém. Já o potencial negativo é quase ilimitado 😀

    Enfim, eu vejo o estaduais mais ou menos como um imposto que os grandes clubes “precisam pagar” para continuarem sendo mundialmente irrelevantes e não podendo competir nem clubes catarianos ou turcos, e manterem os pequenos falidos e sem competitividade, enquanto o público fica desinteressado e o nível médio do jogo baixa.

    Ou seja, um perde-perde total.

  2. Dhemy Gómez disse:

    Aqui em pernambuco menos para o sport que já tem 40,os outros ralam.

  3. Caio Vinicius disse:

    Smp será 🙂 Só num é pra Zé

  4. Ganhar o estadual já foi melhor que ganhar um Brasileiro. É puro romantismo. Não deveria acabar, pensem nos times do interior..

  5. Nunca foi …
    Clubes cuidem do nosso futebol
    #PRIMEIRALIGA

  6. No paulista sim pela rivalidade entre os quatro grandes,,no geral acho que os estaduais são uma forma dos times se calibrarem pro brasielirao e outros

  7. Bebeto Pieroni disse:

    Os estaduais tem uma grande importância social e cultural para nosso futebol, porém, do jeito que são organizados hj, além de não ter utilidade, atrapalham os grandes times e forma de organizar o futebol no país.

    e o centro disso tudo está no planejamento.

    No calendário do futebol europeu ha um padrão: 38 finais de semana e 38 meios de semana. Os finais de semana e metade dos meios de semana são pros países e as demais datas pro continente. Ao iniciar a temporada cada liga sabe qts times se classificam pra onde. As competições se integram, não concorrem. Aqui ta td errado.

    pros estaduais hj, vejo duas saídas, que variam de acordo com o que seriao oobjetivo principal, e seriam:
    1. Se for pra buscar a disseminação do futebol em todo o país, fortalecer os pequenos fortalecer as rivalidades regionais etc, mesmo que a curto prazo custe uma perda financeira e diminuição de competitividade a nível internacional: ligas estaduais o ano todo turno e returno e pontos corridos, classificando para a liga nacional (com predominância de grupos e mata-mata); copa do brasil segmentada: copas estaduais (nos moldes da fa cup, abertas a times amadores, jogos únicos etc), tb classificatória a liga nacional;

    2. Se o objetivo for trabalhar em cima do negócio, $$$$$, e da competitividade internacional, mesmo que isso sacrifique os menores: os estaduais se limitariam a uma etapa da copa do brasil. Copas estaduais todas em mata-mata, onde os campeões estaduais permaneceriam na copa do brasil.

    Há tb uma alternativa intermediária, que seria uma adaptação a la sulamericanos para o calendário europeu, com estaduais no primeiro semestre com até 22 datas classificando a copa do brasil (no primeiro semestre tb se jogaria uma copa nacional comos times das principais divisões nacionais que não tivessem na libertadores) , deixando o segundo semestre pra copa do brasil (pra quem não ta na sulamericana) e o campeonato brasileiro em ate 22 datas.

    o ponto chave está na ligação entre as competições e racionalização do calendário, pq do jeito q ta hj, os tradiocionalissimos estaduais perdemsua fu ncao para os titimes grandes (pois ja estao em algalguma divisao e ja estao ns copa do brasil).


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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não resiste a um bom debate sobre esportes, desde futebol até curling. São-paulino, é fundador e moderador do Fórum O Mais Querido (FOMQ). Não esperem ufanismos e clichês. Ele torce, mas não distorce.

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“Prata da casa” oriundo da Coluna do Leitor, este internacionalista é tão louco por futebol que tratou do tema até em seu TCC. Mestrando em Análise e Planejamento em Políticas Públicas, neste espaço une o gosto por escrever com a paixão pelo esporte mais popular do mundo.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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