O Flamengo não está pronto para ser campeão. Mas o campeonato não acabou

Créditos da imagem: Jovem Pan

A derrota do Flamengo para o Internacional, no Beira-Rio, não é exatamente um resultado diferente do esperado.

Apesar da má campanha colorada, o Inter é um grande do futebol brasileiro que, jogando em seu domínios, tem sempre a obrigação de vencer, ainda mais precisando desesperadamente dos três pontos como era o caso deste domingo. Ou seja, perder para o Inter no Sul é normal.

O que não é normal é a atuação apática de um time que quer ser campeão da Série A. Principalmente em uma rodada como a 31ª, que combinou os dois postulantes ao títulos (além do franco-atirador Atlético Mineiro) jogando fora de casa.

Mesmo não sendo simples apostar no tropeço palmeirense contra um fraco Figueirense – o que de fato não aconteceu -, vencer o jogo em Porto Alegre poderia deixar o Flamengo na liderança.

O time, entretanto, parecia não saber disso e o que se viu foi uma equipe burocrática, por vezes desorganizada, sem inspiração com a bola no pé e com um sistema defensivo inseguro em momentos cruciais, o que acabou contribuindo para a vitória do ameaçado rival.

A queda de desempenho do Flamengo é notória nos últimos 4 ou 5 jogos. Mais do que isso: alguns jogadores do time de Zé Ricardo estão entre os 11 por pura teimosia do treinador, que, apegado ao resultado, resolveu não mexer na ideia tática que tem na cabeça, mas que já vinha dando indícios de estar falhando.

Um exemplo é Gabriel. Com tanta opção no banco, olhar o simpático baiano entre os titulares é constrangedor. O bom vigor físico do atacante o coloca no time, já que ele volta para marcar, fechando bem o lado do campo. Mas ele é atacante. Com a bola no pé, se acerta 10% das jogadas que tenta, é muito. Um atacante que contribuiu para a defesa e não faz nada no ataque tem o mesmo valor que um zagueiro que falha todo jogo mas faz gols, ou seja, nenhum. Melhor colocar um volante, então.

Outra peça inconstante é Guerrero. A sensação que passa é que quando o peruano está em campo, o time fica mais travado e para de funcionar. Insistem em usá-lo como pivô, e foram pouquíssimas vezes que esse tipo de jogada rendeu perigo ao adversário. Com Guerrero, o Flamengo afunila e perde a lateralidade que faz crescer de produção nomes como Pará e Jorge, e até Éverton e Fernandinho. E isso reflete nos números do time desde que o Fla se colocou como candidato ao título: nos últimos dez jogos com Guerrero na equipe, apenas quatro vitórias e dois empates. Nos últimos dez sem o caro centroavante, foram nove vitórias, seja com o contestado Damião, seja com o jovem Vizeu, que participam menos do jogo e acabam atrapalhando menos.

Além disso, Zé Ricardo, se é responsável por colocar o Flamengo nos trilhos, também tem culpa quando seu trem sai da rota. Não dá para entender Mancuello ser a quinta opção no banco enquanto Fernandinho – que até vinha bem até a péssima partida no Beira-Rio – o quase aposentado Sheik, o inoperante Cirino e o irregular Alan Patrick jogam quase sempre.

O cansaço das viagens até para jogar em casa, nessa altura do campeonato, pode estar pesando. Mas chegou a hora de dar o gás final, já que nem a Sul-Americana o time disputa mais.

Faltando sete rodadas, o que dá para dizer hoje é que o Flamengo não está apresentando futebol para ser campeão e o auge técnico do time passou. Com 21 pontos em disputa e precisando tirar uma diferença de cinco (os critérios de desempate favorecem o Palmeiras atualmente), o “cheirinho  de hepta” vai ficando pelo caminho.

O time de Cuca, longe de um futebol brilhante, apresenta mais características de campeão, aparentemente mais maduro e constante que o concorrente.

Ainda assim, a campanha que o rubro-negro faz não é para desanimar a torcida. No começo do campeonato, o Flamengo entrou longe dos cotados enquanto o alviverde era um favorito. Até a 13ª rodada, a diferença era de 8 pontos e o rubro-negro sequer pensava em título, enquanto se discutia se o Palmeiras teria algum concorrente. E teve o inesperado Flamengo na cola.

Portanto, chegar aqui ainda olhando para a taça é motivo suficiente para a torcida, agora com o Maraca de volta, acreditar. O retorno da sua tradicional casa, contra o Corinthians, no próximo domingo, pode marcar um novo recomeço para o sprint final.

O Flamengo não está pronto, mas pode e deve ficar, e esperar um vacilo do Palmeiras. Zé e o time precisam saber disso e voltar aos seus melhores dias.

15 comentários em: “O Flamengo não está pronto para ser campeão. Mas o campeonato não acabou

    1. Concordo em partes.. Flamengo ainda nao e um time pronto foi montado durante a competicao… So p ter uma ideia noss zaga ate a 9 rodada era cesar martins e wallace ou leo duarte diego chegou so no 2 turno alem de nao termos o maracana mas mesmo assim nao duvide

  1. Basto oh flamengo perde um jogo pra todos os 10 jogos invicto…ser questionado….vão ser fude deixa oh palmeiras enfrenta time mais forte pra ver ser tá preparado pra ser campeão palmeiras já demostro sua fraqueza diante do cruzeiro vão ver daqui pra frente

  2. O futebol do brasileirão é sofrível os primeiros colocadaos estão jogando um futebol medonho . No domingo o corinthians credência o palmeiras não fez nada ate agora mas vai complicar o flamengo podem escrever rs.

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