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Pela profissionalização do futebol feminino

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Créditos da imagem: tudotv.tv

No começo do mês de março deste ano, foi divulgada uma boa notícia para o futebol, com o América tornando-se o primeiro clube a ter um time de futebol feminino profissional no Estado de Minas Gerais.
A profissionalização das jogadoras faz parte de um compromisso assumido pelo clube com a adesão ao programa do Governo Federal para o refinanciamento de dívidas, o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro – PROFUT.
Para aderir a este programa, o clube precisaria investir no futebol feminino.
Aprovado em julho de 2015 pelo Congresso Nacional e sancionado no fim de agosto, o Programa permite o parcelamento de dívidas tributárias e não tributárias de dívidas de clubes de futebol com a União em até 240 meses (20 anos).
Em troca, as entidades esportivas precisam adotar critérios de transparência, de equilíbrio financeiro e de melhoria de gestão, como fixar mandato de quatro anos para os cargos eletivos de direção e publicação na internet de prestação de contas com auditoria independente.
O Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro teve a adesão de 111 entidades esportivas (até novembro de 2015), conforme informou a Receita Federal.
Também de acordo com a Receita Federal, as entidades que aderiram ao programa têm dívidas estimadas em R$ 3,83 bilhões com o Fisco e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. No entanto, não necessariamente o total desses débitos será renegociado. Para permanecer no programa, o clube precisa ficar em dia com as obrigações fiscais e trabalhistas. Caso algum clube deixe de pagar três parcelas, será excluído do parcelamento e não poderá ter acesso a benefícios de incentivo fiscal da União.

Em 17/02/16, o plenário  da Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 695/15, que reabriu o prazo para clubes de futebol aderirem ao parcelamento de dívidas previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (Lei 13.155/15). O prazo acabou em 30 de novembro de 2015. Agora, a matéria precisa ser votada pelo Senado.

De acordo com o relator, deputado Beto Faro (PT-PA), muitos clubes não conseguiram atender às exigências constantes na lei. O novo prazo para os times de futebol pedirem o parcelamento de suas dívidas nos moldes definidos pelo PROFUT será 31 de julho de 2016.

Custos 

“Espero que com a profissionalização do América, outro clubes também sigam o mesmo caminho”, afirmou a coordenadora de futebol feminino do América, Bárbara Fonseca (em entrevista para a ESPN). Os valores para manter um time feminino estão longe do que estamos acostumados a ver no futebol masculino dos grandes clubes: O custo para manter uma equipe feminina gira em torno de R$ 40 a R$ 50 mil (no caso do América).

O grupo feminino do América é formado por um elenco de 29 atletas e sete integrantes da comissão técnica. As atletas terão carteira assinada e contrato registrado na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Confira abaixo a entrevista concedida pela gestora do clube mineiro:

Lena Annes – Em primeiro lugar, eu gostaria que tu falasse um pouco da tua experiência e formação e de como surgiu o convite para dirigir o time de futebol feminino do América.

Bárbara Fonseca– Hoje com 30 anos, iniciei minha trajetória como atleta aos 12 e aos 28 anos, finalizei na equipe do Santa Cruz Futebol Clube. Na oportunidade, o Presidente do Clube pediu que eu ajudasse na gestão da equipe feminina. Aceito o convite, iniciei a atividade enquanto Diretora e, em 6 meses, disputamos a Copa do Brasil, competição até então não disputada por esse Clube. Ao finalizar a Copa do Brasil daquele ano, o Presidente do América Futebol Clube, Alencar da Silveira Júnior, me convidou para montar uma equipe feminina naquele Clube, assim em junho de 2015, a equipe foi apresentada para a imprensa.

Lena Annes – A professora e pesquisadora Silvana Goellner, coordenadora do Centro de Memória do Esporte da Escola de Educação Física da Ufrgs, afirmou que: “o que as mulheres conquistam em termos esportivos é majoritariamente em  função de sua persistência, paixão, determinação e resiliência”.  Você concorda? Por quê?

Bárbara Fonseca – Concordo plenamente com o posicionamento da  professora, uma vez que a modalidade ainda enfrenta diversos obstáculos, no que se refere a infraestrutura/investimento e a quebra de paradigmas norteados pelo preconceito existente à prática de futebol por mulheres.

Lena Annes – Como surgiu o convite para dirigir o time e qual a situação no momento?

Bárbara Fonseca – No início desse ano,  a diretoria do América resolveu profissionalizar a equipe, tornando-se a primeira do Estado de Minas a ter futebol feminino profissional.

Lena Annes – Qual o principal  desafio para uma profissional dirigir um time de futebol no Brasil?

Bárbara Fonseca – O maior desafio ainda está ligado ao baixo investimento, porém estão ocorrendo alterações desse cenário. Principalmente após a vigência da lei que criou diretrizes ao financiamento para os Clubes profissionais em relação a dívida com a União, que em seu inciso X, determina o investimento mínimo no futebol feminino. Quanto aos investimentos, temos que analisar que o Clube sobrevive de duas rendas: patrocínio e torcida. Considerando a obrigatoriedade da citada lei, os Clubes tradicionais deverão montar equipes femininas, fomentando assim o interesse de patrocinadores e torcedores, o que me remete a uma perspectiva muito positiva.

Lena Annes – O América já teve um time feminino, o que houve com a equipe anterior? Seus planos são de longo prazo?

Bárbara Fonseca – Sim, mas há décadas e o time foi extinto por motivos que desconheço. Os planos são para longo prazo sim, inclusive busco capacitação visando aprimorar as ações necessárias para engrandecer a modalidade.

Lena Annes – Ainda vamos ter times de futebol, dirigidos por mulheres, independente de ser masculino ou feminino? Qual a sua opinião?

Bárbara Fonseca – Penso que o cenário ainda é machista, contudo o mercado dá sinais de embarcar profissionais capacitados, independente do sexo.
Neymar está se habituando à coadjuvação e talvez não se torne mais o que esperávamos
Olimpíada ou Copa América? Para qual Neymar deve ir?

Escrito por:

- possui 27 artigos no No Ângulo.

Jornalista formada pela PUC-RS, essa gaúcha nascida em Passo Fundo e residente em Porto Alegre é especialista em Meio Ambiente, tem interesse por política e gosta de transitar e dar os seus pitacos sobre diferentes temas. Uma romântica do futebol, busca analisar as sutilezas do esporte bretão.


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7 respostas para “Pela profissionalização do futebol feminino”

  1. César Lukas disse:

    No brasil nunca sera futebol feminino e chato pr kct

  2. Lena Annes disse:

    Silvana Goellner

  3. Juliana disse:

    Acha Chato?
    Simples: não veja futebol Feminino…
    Ou vc acha q o mudo gira em torno de vc, e pq vc acha chato não deveria existir?

  4. LÍVIA FERREIRA DA SILVA disse:

    Querida Lena Annes

    Observo a fala e postura de alguns machistas e sexista tipo o Sr. Cesar Lukas que ao contrário do que se ver acha o futebol feminino chato. Agradeço de coração por divulgar as experiências exitosas de alguns clubes e sugerir a outros de uma certa forma que assuma uma equipe na sua cidade. Aqui em Salvador.Ba temos várias equipes que precisam ser valorizadas profissionalmente, temos um celeiro de atletas com grande conteúdo futebolístico. Se os grandes times do nosso estado assumissem uma equipe (financeiramente) Seríamos destaque na Seleção Brasileira e no mundo.

    Aqui na Bahia temos um grupo de Veteranas que lutam e torcem pelas jovens atletas para o seu crescimento profissional no mundo do futebol.

    NÃO AO MACHISMO, SEXISMO. RACISMO E LESBOFOBIA.

    QUEREMOS RESPEITO, EQUIDADE. DIGNIDADE, IGUALDADE DE DIREITOS.!!!

    PROFISSIONALIZAÇÃO DO FUTEBOL FEMININO , JA!!!!


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