Penso, logo existo (e mudo de opinião)

Créditos da imagem: Portal Terra

“Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”

Confesso que quando vi a notícia de que Cristóvão Borges seria o substituto de Tite, a minha primeira reação foi: “não acredito, que absurdo (!), trocaram uma Ferrari por um Santana” e por aí vai.

No entanto, refletindo sobre o assunto mais criteriosamente, ao som de Raul Seixas, concluí que o Corinthians deu foi uma tacada de mestre. Senão vejamos:

Tivesse escolhido Mano Menezes, Abel Braga ou qualquer outro “peso-pesado” do nosso futebol, a expectativa em relação à manutenção do trabalho de Tite seria alta demais. Um nível de trabalho (e de resultado) que, convenhamos, seria muito difícil de ser mantido, seja quem fosse o novo técnico.

Ao escolher Cristóvão, sujeito calmo, bom de papo e afeito à ideia de unidade, de valorização do grupo, de humanização do futebol – mais ou menos como Tite encara o esporte -, o Corinthians dá a chance, como bem lembrou o colega de site Emerson Figueiredo, para que o vice-campeão brasileiro pelo Vasco (a dois pontos do Corinthians de Tite, em 2011) e eliminado (também sob o comando do Vasco) pelo Corinthians nas quartas de final da Libertadores, em 2012, por causa de um gol incrivelmente perdido por Diego Souza no jogo decisivo, de retomar a sua carreira e tentar alçar vôos mais altos.

Toda trajetória tem um momento de definição. Cuca, por exemplo, não faz muito tempo era um “Cristóvão da vida”. Algo que começaria a mudar “pra valer” (tão somente) após a conquista da Libertadores com o Atlético Mineiro.

E se Cristóvão não der certo? Ora, com um medalhão, da mesma maneira não seria possível essa “certeza”, vide Marcelo Oliveira no Palmeiras. E com a vantagem de se gastar menos (algo que, segundo consta, vem em boa hora para o clube).

E segue o jogo.

5 comentários em: “Penso, logo existo (e mudo de opinião)

  1. Concordo totalmente, Fernando Prado! E o seu texto também ajudou a mudar a minha ideia. A verdade é que a diretoria corintiana não tinha muitas alternativas, e em um cenário em que a piora parece muito provável de qualquer jeito, o melhor a se fazer é diminuir as expectativas mesmo 😉

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