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Ricardo Oliveira e Vasconcelos, nada a ver. Tudo a ver

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Créditos da imagem: A Tribuna

Vou falar do Ricardo Oliveira. Nada a ver e tudo a ver com os dois gols que marcou no Corinthians. E, mais que isso, por sua participação no jogo. Mas antes, vou falar de Vasconcelos, que atuou no Santos no início da década de 50, e que, se não tivesse a perna quebrada num lance casual com Mauro Ramos de Oliveira, em jogo contra o São Paulo, o destino de Pelé teria sido diferente. Papo para outro momento.

O baixinho Vasconcelos, mineiro criado no Rio, só não era titular do Vasco, porque o time de São Januário tinha na meia esquerda ninguém menos que Ademir de Menezes, craque, artilheiro da Copa de 50. O Santos notou suas qualidades mas o Vasco não aceitou negociá-lo, e Vasconcelos acabou indo para a Portuguesa Santista.

Numa noite, Modesto Roma, pai do atual presidente santista, diretor de futebol que, do seu jeito, rompeu o trio-de-ferro formado por Corinthians, Palmeiras e São Paulo, colocando o Santos nas paradas, o levou para jantar em um restaurante perto da Praça Independência.

Da mesa onde estavam, Modesto Roma mostrou para Vasconcelos um Chevrolet verde de cair o queixo estacionado estrategicamente, e foi direto ao ponto: “quer ter um igualzinho?”. Claro que queria, mas como? Simples, indo para o Santos. Como? Era só forçar a barra, o que Vasconcelos, escolado, embora jovem, logo entendeu. E em menos de um mês lá estava.

Isso e muito mais ouvi do próprio Vasconcelos, ali mesmo na praça Independência, quando, anos depois,  pagando seus pecados, trabalhava num clube de carteado pertinho servindo os frequentadores. Sua história vale um livro, muito diferente do que vai escrevendo Ricardo Oliveira.

Quando agora, Modesto Roma, o filho, não entrou em acordo para que Ricardo Oliveira fosse jogar na China e faturar milhões, alguns amigos criticaram o presidente santista. E outros imaginaram que o jogador faria corpo mole, com o que discordei, levando em conta sua trajetória.

Não sei como agiria se fosse o comandante do Santos, mas esse não é meu problema. Sei, porém, que ele, de toda forma entraria naquela de, preso por ter cão, preso por não ter. Se abrisse mão do artilheiro, seria criticado porque não encontraria outro para substitui-lo. E logo viriam à baila as grandes negociações feitas nos últimos, digamos dez anos, especialmente a de Neymar.

Negando-se aceitar o acordo proposto pelo próprio jogador, Modesto Roma Júnior se livra dessas críticas, mas não das que o apontam como “um homem sem coração”. Nem da de deixar de levar para o caixa do clube 26 milhões de reais – acho que foi isso que ouvi. Grana que nunca mais conseguirá com um jogador de 35 anos.

Em outros tempos, mais de 70 anos, seu pai  bateu o martelo liberando os jovens irmãos Álvaro e Ramiro para o Atlético de Madri…

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- possui 69 artigos no No Ângulo.

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, teve passagem marcante pelos principais veículos de comunicação do país, de todos os tipos de mídia, como Rede Globo, SporTV, Revista Placar, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Portal Terra. Além de um expoente do jornalismo esportivo brasileiro, também é advogado de formação.

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15 respostas para “Ricardo Oliveira e Vasconcelos, nada a ver. Tudo a ver”

  1. É um privilégio ouvir as suas histórias, Zé! Quanto ao Ricardo Oliveira, vi que ele declarou ontem que está tudo bem. Que ele e o Santos tentaram fazer valer os seus direitos, mas que o negócio com os chineses acabou não vingando… Sendo assim, segue o jogo! (Tomara!) 😉

    • José Maria de Aquino Jose Aquino disse:

      Pois é, provando que não encostaria o corpo só porque não deu certo, como alguns imaginavam. Abss

  2. Silvio Sep disse:

    O santos jogou sujo com ele..ele nao é um escravo do clube..tinha o direito de ter ido sim

    • José Maria de Aquino Jose Aquino disse:

      Tem um contrato a cumprir, Sílvio. Se tivesse o direito, teria ido, não precisaria dialogar. Penso até que se fosse diretor o livraria, mas…

  3. Ademir Tadeu e Gilberto Maluf! 😉

    • Ademir Tadeu disse:

      É uma delícia para nós que gostamos de futebol ler essas histórias fantásticas do senhor José Aquino.

      • José Maria de Aquino Jose Aquino disse:

        Apenas lembranças, Ademir. Procure saber mais da vida do Vasconcelos, e perceberá como era naquela época. As coisas que fazia. As fugas das concentrações…

  4. Danilo Ramos disse:

    Texto sensacional! Como é bom torcer pro Santos! Time de história ímpar!

  5. Vicente Prado (Coluna do Leitor) Vicente disse:

    O Zé é legal demais!

    • José Maria de Aquino Jose Aquino disse:

      Quem? Eu? Brincadeira. Sim, é legal. Melhor ainda, para você, viuva de Pelé, será saber – qualquer hora dessas – como Modesto Roma, o pai, colocou o Santos nas paradas, para ganhar títulos e ser, em um tempo, o melhor do mundo.

  6. Gilberto Maluf (Coluna do Leitor) gilberto maluf disse:

    Gostei muito de ler sobre o Vasconcelos principalmente da oferta de um Chevrolet Verde para ele mudar de clube. Quanto ao Ricardo Oliveira, vai continuar jogando da mesma forma porque é um profissional .

    • José Maria de Aquino Jose Aquino disse:

      E você pode imaginar o que ele aprontou para forçar a Burrinha liberá-lo. Só para ter uma idéia, quando jogava no Santos, muitas vezes, no intervalo do jogo chegava no vestiário, tirava o uniforme, tomava um banho e ia vestindo a roupa normal…Os cartolas corriam e era sempre a mesma conversa – volte que seu bicho será dobrado…rsss


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Nascido dias após a seleção de Telê encantar o mundo e não levar o caneco na Copa da Espanha, esse paulistano atua e segue aprofundando estudos nas suas principais paixões: futebol e cidades. Especialista em gestão do esporte, como jornalista também encara o futebol como fenômeno cultural.

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Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Redator, repórter, pauteiro e editor-assistente da editoria de Esportes da Folha. Trabalhou também na Folha da Tarde, Agora São Paulo, BOL, AOL e UOL. Paulistano, acompanha de perto o futebol desde a época em que os camisas 10 dos grandes times paulistas eram Pelé, Rivellino, Gérson/Pedro Rocha, Ademir da Guia e Dicá.

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Jornalista há 19 anos, já cobriu Copa do Mundo, NBA, Nascar, Pan, Mundial de vôlei, Copa do Mundo de ginástica, Libertadores e as principais competições do futebol nacional. Começou no A Gazeta Esportiva, passou pelo site do Milton Neves, Agência Estado, Agora São Paulo, Terra, ESPN e está na TV Gazeta. A trabalho, conheceu 8 países, 18 estados do Brasil e mais de 100 estádios.

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