A grita é por cabeças novas, técnicos novos. Mas onde estão eles?

Créditos da imagem: UOL

O Palmeiras contratou Felipão e parte do mundo caiu. A ação da diretoria recebeu muito mais críticas do que elogios.

Trato só dos palmeirenses. Dispenso contar o que disseram os “inimigos”.

De “Bruxa dos 7×1” a velho ultrapassado, falou-se e escreveu-se à vontade. Grande parte exigia que o clube contratasse técnico novo, gente com ideias novas.

Adoro ideias novas, que naturalmente não saem apenas de cabeças jovens. E digo logo não acreditar que Felipão venha com novidades lá da China.

Na média, as reações queriam que a “Bruxa dos 7×1”, continuasse vagando pelo purgatório onde vagam outros “velhos” técnicos como Luxemburgo. Alguns nem tão velhos assim, mas já encostados, como Cuca, Oswaldo Oliveira, Roth. O Sport tentou oxigenar Luxemburgo, mas não vingou. Nem por isso o “pofexô” desistiu. Está aí, sempre que possível, dando as caras. Cuca, rico, pode dizer que continua dando um tempo, curtindo da família, mas só acredita quem quiser. Talvez esteja na rede por cobrar caro e o custo-benefício não justificar a pedida. Abel Braga, ainda em boa forma, não gosta de pegar o bonde andando e faz muito bem. Está sossegado.

A grita, repito, é por cabeças novas, técnicos novos. Mas onde estão eles?

O Palmeiras acaba de dispensar um, que já chegou para o lugar de outro que… Roger, o dispensado, tinha vindo do Atlético Mineiro, com passagem medíocre e ainda vivia um pouco do sucesso que teve no Grêmio, onde começou a carreira, depois de parar com a bola. Poucos dias antes, o Santos havia dispensado Jair Ventura, jovem vindo do Botafogo, coroado de glórias.

Contratam técnicos achando que é como trocar a bateria velha por uma nova. E não é. No futebol, até as chuteiras, mesmo com material cada vez mais sofisticado, precisam ser amaciadas.

Alguns técnicos novos, cabelos pretos, idade empatando com os “veteranos” do time têm conseguido sucesso. É porque são “falsos novos”. Não vêm importados de times onde fizeram sucesso. São da casa, começaram lá de baixo. Têm o bumbum calejado de bancos juvenis, de auxiliares, distribuidores de camisas para treinos.

Muricy Ramalho teve sucesso no São Paulo não porque foi um belo jogador e se mostrou trabalhador. Ajudou, mas o principal foi a faculdade que fez ouvindo horas e horas de broncas e orientações de Telê Santana. Jair Ventura era menino quando se meteu no Botafogo. Carille tem a mesma história no Corinthians, como poderá ter Loss, na terceira geração iniciada por Tite.

É bom ter começado a vida no clube, mas não basta. Não basta estalar os dedos e dizer vá lá e assuma, você é da casa. O próprio São Paulo tentou assim e não deu certo. Com Rojas, com um zagueiro que parou no juvenil e nem me recordo o nome. O Flamengo fez igual com Carlinhos, Andrade, Zé Ricardo, este o único que estava criando calo no bumbum. Qual o futuro do atual?

É preciso que a diretoria também tenha pulso firme. Prestigie e diga aos torcedores que querem mandar, que o técnico vai continuar e pronto. E é preciso conhecer o elenco que tem. Sem fantasias. Sem julgar a qualidade do jogador pela quantidade de dinheiro que custou e/ou recebe.

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