Diego: um apego vago em tempos de crise e reconstrução

Créditos da imagem: Wallace Teixeira/Futura Press

Diego chegou à Gávea em julho de 2016 como figura emblemática de um novo Flamengo. Com dificuldades financeiras e na seca de títulos revelantes até então, o rubro-negro começava uma guinada que aparentemente o levaria ao topo (do Brasil, pelo menos) em pouquíssimos anos.

Três anos depois e com o contrato renovado, Diego é hoje a figura de um clube incapaz de refletir em campo o expressivo poder financeiro existente fora dele. No mesmo dia em que o nosso colunista Cesar Grafietti divulgou estudo do Itaú BBA sobre a arrecadação dos clubes no pais, com Flamengo e Palmeiras no topo, Diego, que naturalmente carrega consigo um símbolo de reconstrução, voltou a falhar em uma decisão e contribuiu diretamente para mais uma eliminação.

Diego, de figura aparentemente fundamental para o Flamengo, chega a três anos de clube com apenas duas taças de Campeonato Carioca e várias frustrações. Vale lembrar que Diego perdeu pênalti na final da Copa do Brasil 2017, no importante jogo contra o Palmeiras no Brasileirão de 2017, além de ter dado fatídica entrevista afirmando ser um privilégio “sentir certos cheirinhos” pelo clube.

Não se nega que o meia é um grande líder do elenco, o que é demonstrado por sua postura extra-campo e a faixa de capitão que carrega no braço, mas dentro dos gramados é muito pouco para o que sua figura representou no início dessa nova era do Flamengo. Se Diego tivesse chegado depois de outra grande estrela, talvez seus fracassos fossem um pouco menos impactantes e refletissem menos nas decepções rubro-negras. No entanto, com pompa de grande nome da renovação, carrega o clube a frustrações sem fim, mesmo com tantas e tantas contratações caras como Vitinho, Everton Ribeiro etc.

É provável que Jorge Jesus perceba isso em breve e o torne um reserva de luxo, mas a figura do jogador demonstra que Diego nada mais foi que um apego vago de um clube que até então vivia tempos de crise e projetou uma reconstrução imediata.

Um comentário em: “Diego: um apego vago em tempos de crise e reconstrução

  1. Quem vira as costas para o time que o criou sempre fracassara nos momentos decisivos, este é mais um que a praga pegou, em todas partidas que forem decisivas fracassará

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