Os pontos fortes (e fracos) de Santos, Flamengo e Palmeiras na busca pelo título do Brasileirão

Créditos da imagem: Reprodução C. Flamengo

É muito cedo para qualquer prognóstico, mas analisemos aqueles que são, hoje, os meus principais candidatos ao título

Três primeiros colocados da tabela, Flamengo, Palmeiras e Santos somaram a mesma quantidade de pontos nos últimos cinco jogos: 13, com quatro vitórias e um empate cada. Nessa sequência, o Flamengo bateu Goiás, CSA, Fortaleza e Athletico e empatou com o arquirrival Fluminense. Enquanto isso, o Palmeiras superou Botafogo, Chapecoense, Athletico e Avaí e empatou com o São Paulo na última rodada. O Santos, por sua vez, saiu vencedor dos duelos contra Bahia, Corinthians, Atlético Mineiro e Ceará e empatou com o Internacional.

Na tabela geral, o Palmeiras lidera isoladamente. Invicto no Brasileirão, o alviverde soma 26 pontos. O Santos tem uma derrota –justamente para o Palmeiras– e está na segunda colocação, com 23. Enquanto isso, o Flamengo está em terceiro, com duas derrotas e 20 pontos somados.

Agora vamos à análise individualizada dos meus maiores concorrentes ao caneco:

SANTOS – começo pelo azarão Santos, o “primo pobre” da disputa. Penso que uma grande vantagem do Peixe reside no fato de ninguém imaginá-lo campeão, de maneira que o clube não carrega essa responsabilidade. Outro fator positivo é Sampaoli, que com pouco tempo de trabalho já deu sua cara para o time, com foco na posse de bola e pressão na saída de bola adversária. Já a principal causa de desconfiança (dos três, o Santos é o único que eu não “cravaria” no G3) é administrativa. Explico: discordo de quem questiona o elenco do clube, pois, em comparação aos demais, entendo haver bons nomes inclusive entre os reservas. O que deve “pegar” mesmo no Peixe é o amadorismo de seus dirigentes, que não cumprem o que prometem e atrasam os vencimentos dos atletas. É muito difícil que essa instabilidade não chegue até o campo. Sampaoli, o principal responsável pela ótima campanha, está fazendo milagre (mesmo errando feio na escalação do time em alguns jogos, como na derrota para o Palmeiras) e faz jus à idolatria da torcida santista. Aliás, dá gosto de ver o tesão que o treinador argentino tem por futebol e como o seu gigantesco carisma tem conquistado a todos do Santos e de Santos. Ainda que seja um tanto teatral, comove. Em resumo: o extra-campo pode ou deve atrapalhar o rendimento dentro de campo.

FLAMENGO – o rubro-negro possui alguns ótimos jogadores, e, com o reforço do experiente Rafinha, deve solucionar a posição que era a mais carente do elenco. No entanto, começar um time novo, com um treinador novo e ainda carregar a pressão de conquistar um título com todo o investimento que vem sendo feito pode e deve ser um problema. Veja que na Copa do Brasil o Flamengo foi merecidamente desclassificado por um competitivo Athetico Paranaense e os jogadores tiveram que lidar com uma enxurrada de vaias ao término da partida (ahhh, como eu gosto das vaias em vez daqueles protocolares  e robotizados aplausos). Em resumo: o técnico Jesus tem nomes para fazer do Flamengo um time forte que, mesmo desentrosado, possa vir a atropelar os adversários no campeonato (Bruno Henrique e Gabigol formam uma dupla letal, sendo o último, para mim, “barbada” para a artilharia da competição), mas resta conferir se haverá paciência e competência para tanto, pois nem sempre os times dão liga como se imagina. Como bem disse um amigo, gastar muito não significa, necessariamente, gastar bem. O resultado será, pois sim, muito importante em qualquer avaliação que vier a ser feita sobre a temporada do clube.

PALMEIRAS – É o atual campeão, o time mais equilibrado, consolidado e difícil de ser batido, aquele que mais bem sabe atuar nesse formato de competição (ué, “mas o Felipão não era o rei do mata-matas?”. Pois esta é uma demonstração de que o futebol deve ser analisado sob vários aspectos e não apenas em cima de “rótulos”) e que é, portanto, favoritaço ao título. A conferir se a torcida palmeirense, já mal (bem) acostumada, contentar-se-á com “apenas” mais um título nacional. Em resumo: penso que o título está nas mãos do Palmeiras e só não será assim se ele Palmeiras não souber lidar com eventual frustração na Copa Libertadores, prioridade absoluta do clube desde que assumiu o protagonismo do futebol brasileiro (algo bem factível, vez que, em mata-matas, assim como foi contra o Inter no meio de semana pela Copa do Brasil, o time só faz acumular fracassos desde o retorno de Felipão).

E segue o jogo.

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