É preciso fé cega e pé atrás: o bem e o mal que a expulsão fez ao Verdão

Créditos da imagem: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

O Palmeiras estreou com pé direito na Libertadores 2018. Em um grupo no qual divide o favoritismo com o poderoso Boca Juniors, cada ponto somado fora de casa é crucial para o desequilíbrio das forças, a conquista da liderança e o avanço à próxima fase.

Com três gols no placar, o Verdão somou seus primeiros pontos cruciais e, em acréscimo ao empate entre Boca Juniors e Alianza Lima, abriu dois pontos do principal rival do grupo.

As manchetes do dia seguinte ao jogo destacavam um “baile” do Palmeiras, propício ao domínio que o time teve sobre o adversário em 80 dos 90 minutos da partida, não coincidentemente, o mesmo tempo em que ficou com um homem a mais em campo.

O Verdão não tem culpa, mas a expulsão de Germán Gutiérrez logo aos dez minutos de jogo alterou todo o panorama da partida. De uma estreia que tinha tudo para ser tensa e complicada, o jogo se ofereceu ao Palmeiras que, dada a capacidade técnica de seus jogadores, conseguiu transformar em gols a vantagem numérica em campo.

Mas….

É preciso fé cega e pé atrás – como diria Humberto Gessinger.

O resultado é ótimo e alivia, mas a goleada não pode servir de parâmetro para a recuperação do Verdão após a apática atuação no clássico contra o Corinthians. Fosse no 11 contra 11 e a atuação fosse de baile como foi, tudo bem. Mas com um a mais em campo durante praticamente todo o jogo, fica obviamente mais fácil.

Nem mesmo a escolha de Roger por Bruno Henrique pode ser tão bem enfatizada com os dois gols do volante, visto que sua participação só ficou tão solta em campo e suas chegadas ao ataque, constantes, devido à diminuição da necessidade de marcação resultante da expulsão de um colombiano.

Se a equipe cair na euforia com a qual a imprensa acordou na manhã desta quinta-feira, a chance de novos fiascos será grande.

O Palmeiras segue tendo defeitos, como bem mostrou contra o Corinthians. Agradece aos céus pelos três pontos conquistados, muito mais fáceis do que previra, mas é preciso cuidado.

Ainda falta muito para o Verdão mostrar a sua diferença nesta temporada. Falta, inclusive, ganhar um grande jogo no onze contra onze.

7 comentários em: “É preciso fé cega e pé atrás: o bem e o mal que a expulsão fez ao Verdão

  1. Perfeito! É absurdo tratarem como se a expulsão fosse um detalhe, algo quase desconsiderável! Além de o Junior ter criado duas chances claras de gol quando estava 11 contra 11, mesmo em superioridade numérica o Palmeiras não dominou o jogo no primeiro tempo!

    No segundo tempo sim. Aí, enfim, clocou a bola no chão e deu um baile.

  2. A expulsão do Gutiérrez desequilibrou o jogo assim como o vermelho que o Jaílson recebeu no clássico. O Verdão não era o pior em razão do jogo em Itaquera e também não virou o melhor ontem a noite. Em ambos os casos o Palmeiras se apresentou forte do meio para a frente, mas com uma marcação confusão e que oferece muito espaço ao adversário.

  3. É só olhar toda a sequência de últimos jogos do Palmeiras e ver que esse foi o único que ganhou, justamente por causa da expulsão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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