Os sabichões do mundo da bola

Créditos da imagem: Reprodução / TV Globo

Admiro as pessoas que têm a “graça divina” de saber das coisas antes de todos. Pena, para eles, que não descobrem os seis números da Mega. E não me digam que não tentam nem se interessam pelas boladas sorteadas e acumuladas.

Segunda-feira os anjos assopravam nos ouvidos de alguns que o Palmeiras ia chutar fora seu goleiro, só porque a santa mãe dele – mãe de goleiro e de árbitro é sempre uma santa – torce para o Corinthians. Outro dia os anjos assopraram, também, nos ouvidos de alguns abençoados que a Rede Globo poderá não levar o comentarista Casagrande ao Mundial da Rússia, por ter criticado Neymar.

Pena que os anjos fizeram uma maldade. Disseram que poderá e não que irá, mais ainda, que já decidiu. Poderá é igual analisar uma partida dizendo que o time A deve vencer, mas que precisa tomar cuidado porque o B pode surpreender, blá, blá, blá. Maldade maior, ainda, por não dar a menor dica sobre de onde vem a informação de algibeira. Chute na Lua. Se acertar, vira gênio. Se errar, esquece. Ou, quem sabe? Mudou de ideia porque foi alertada. Se conhecessem um pouquinho sobre a Poderosa, não apostariam.

Até porque, Casagrande não criticou Neymar, apenas o analisou como jogador, como tantos fazem, só que fora de um microfone poderoso como o da Poderosa. Dias antes -e não entendo porque não houve uma gritaria por aqui- Lionel Messi, cujas palavras pesam muito mais do que as do Casagrande, disse algo talvez até mais contundente, para os que se melindram por qualquer coisa. Messi disse, com total propriedade, que sem Neymar o Barcelona ficou um time mais equilibrado.

Não digam nem pensem que Messi tem ciume, bronca ou medo de ver seu futebol ofuscado por Neymar. Até se davam muito bem dentro e fora do campo em Barcelona. É só olhar direitinho a zona do campo ocupada por Neymar para ver como o argentino está certo e entender porque Neymar é egoista, mas nem tanto quanto querem aqueles que odeiam ídolos.

Neymar joga com a camisa 10 porque, mesmo antes de Pelé, se instituiu que ela deve ser usada pelo craque do time. Note que, espertos, por aqui, alguns fugiram dela para evitar comparações e estabelecer seu próprio reinado. No geral escolheram a camisa 7. Se fosse pela posição, Neymar deveria usar a camisa 11. Ele não é um simples ponta esquerda -que já nem se usa mais, como era antigamente- mas também não é um camisa 10 ou 8. Não é um meia. Um jogador que ocupa, no decorrer dos 90 minutos, os três setores que se pode, na imaginação, dividir o campo de ataque. Neymar corre pela esquerda, muitas vezes, mas nem tanto, deriva para o meio, até a posição central, mas, aí, para encontrar o ponto ideal para o arremate. Nunca, a rigor, chega até o lado direito do campo, até a lateral oposta.

Não faz, o que faz, por exemplo, Cristiano Ronaldo como homem de conclusão, e Messi, como homem de criação e conclusão (o que o diferencia fundamentalmente tanto de Cristiano quanto de Neymar). Sem ser um homem de criação e não jogar no setor que o facilitaria, fica difícil para Neymar servir os companheiros muito mais do que faz. E é certo que, muitas das vezes em que pode agir assim, prefere tentar ele a conclusão. Quando marca, a escolha é vista como perfeita. Quando erra, aflora o egoismo. O dedo crítico é apontado para ele. E  “o gol perdido” é debitado.

6 comentários em: “Os sabichões do mundo da bola

  1. Essas especulações sobre punição ao Jailson por causa da família dele na torcida do Corinthians foi das coisas mais horrorosas que vi no futebol nos últimos tempos! E olha que a concorrência não é nada fraca…

  2. E daí se ela torce para o time rival q o filho jogar. O mais importante que todos nois temos coração e fazemos nossa escolhas atrávez desse pensamentos tolos q o nosso mundo não vai pra frente o futebol é uma paixão era pra ser uma resenha entre amigos não uma guerra que uns palhaço de torcida organizadas fazem precisamos entender e aceitar peder tmb espero que um dia posso ir ao estádio e possa voltar em paz.

  3. Muita hipocrisia meu filho mais velho é tricolor paulista eu corintiano. Quando o time dele veio a Ribeirão Preto,.o levei para assistir o jogo no meio da torcida do time dele. Qual o pecado que cometi em acompanhar meu garoto na época. Por essa ignorância não vou mais a campo de futebol ridícula essa atitude.

  4. É uma palhaçada!!!!!!! Depois os torcedores se matam e aí os departamentos de marketing ficam fazendo campanhazinha hipócrita para respeitar os torcedores rivasi!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Idiotas!!!!!!!!!!!!!

Deixe sua opinião e colabore na discussão