Fluminense: como “virar o tapete” da própria imagem?

Créditos da imagem: Gabriel de Paiva / O Globo

Próximo da zona do rebaixamento no corrente Brasileirão, Fluminense conta com massiva torcida contra a sua permanência na Série A. Histórico de “viradas de mesa” geraram danos irreparáveis à imagem do clube

Vejam e relembrem a podridão do que fizeram com o Fluminense – e o futebol brasileiro – na tabela-resumo abaixo:

Breve retrospectiva das “viradas de mesa” do Fluminense

1996: após uma pífia campanha no Campeonato Brasileiro, o Fluminense foi rebaixado para a Série B. Mas denúncias de pagamento de propina para árbitros e de manipulação de resultados — envolvendo, entre outros, o então diretor da Comissão de Arbitragem, Ivens Mendes — fizeram o Tricolor das Laranjeiras permanecer na elite do futebol nacional. O então presidente do clube, Álvaro Barcelos (foto), comemorou a virada de mesa bebendo champanhe.

1997: com apenas 22 pontos conquistados em 25 jogos, o Fluminense terminou em penúltimo lugar no Brasileiro de 1997 e, desta vez, foi parar na 2ª divisão.

1998: novo vexame: disputando uma vaga na Série A com 23 equipes, o Fluminense terminou a competição na inacreditável 19ª posição e acabou rebaixado para a 3ª divisão.

1999: na Série C, sob a batuta de Carlos Alberto Parreira, o Fluminense parecia finalmente honrar as tradições do clube. Venceu a competição e, com isso, ganhou o direito de disputar a Série B na temporada seguinte. Tudo bem? Que nada! O chamado “caso Sandro Hiroshi” levaria o Flu de volta à Série A. O jogador disputou o Brasileirão daquele ano pelo São Paulo com documentação irregular. O time perdeu os pontos pelas partidas em que ele foi escalado e, com isso, surgiu uma polêmica (que também envolvia Botafogo e Gama) sobre quem seria rebaixado. No meio dessa confusão, a CBF convenientemente levou o problema para o Clube dos Treze, que acabaria organizando a Copa João Havelange no ano 2000 e chamaria, assim, Fluminense, Juventude, América Mineiro e Bahia de volta à elite. É mole?

Entre muitas conclusões, há duas que eu destacaria:

i) o futebol brasileiro melhorou;

ii) o Fluminense inevitavelmente carregará a pecha ad eternum de ser o time da “virada de mesa”, do desrespeito às regras do jogo (mesmo a gente sabendo que muuuuitos clubes fariam o mesmo caso tivessem a mesma chance e/ou necessidade). Hoje a 1 mísero ponto da zona de rebaixamento, o Tricolor das Laranjeiras conta com massiva torcida contra a sua permanência na Série A. É a imagem arranhada de um clube que tem, pelo menos na visão popular, contas a pagar com o que é certo. Ainda que por vias tortas.

Um brinde de champanhe à malandragem.

E segue o jogo.

9 comentários em: “Fluminense: como “virar o tapete” da própria imagem?

  1. UM NOJO TUDO QUE FIZERAM…

    EU MESMO SOU UM DOS QUE TORCEM PELA QUEDA DO FLUMINENSE, AINDA QUE RACIONALMENTE EU SAIBA QUE A TORCIDA NÃO TEM NADA A VER COM O OCORRIDO, TAMPOUCO OS JOGADORES E TÉCNICO QUE HOJE LÁ ESTÃO…

  2. Importante a coluna não cometer o equívoco de incluir o incidente de 2013. A despeito de muitas abobrinhas que foram ditas, inclusive por juristas com melancia no pescoço, a Portuguesa foi punida conforme regras prévias e pelo cometimento de um erro absurdo até para um clube amador. Já a Copa JH sim, foi uma forma de “pular” a disputa da série B. Uma nova queda seria a quitação deste débito não apenas moral, como regulamentar.

  3. Se o Fluminense cair em 2017, vai disputar a série B de 2018 por causa de 2017, não por causa de 2000, quando ficou devendo. Se não cair em 2017 e cair, por exemplo, em 2018, vai disputar a série B de 2019 por causa de 2018, não por causa de 2000.
    Ou seja: não importa o que vier a acontecer com o time no futuro; vai eternamente ficar devendo uma série B.

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