Há exato 1 ano, Santos anunciava Jorge Sampaoli até o final de 2020. Só que não!

Créditos da imagem: Reprodução Globo Esporte

Maior nome do clube em 2019, treinador contratado em 17/12/2018 sai dando importantes recados, mas a sensação é de que poderia ter ficado para a próxima temporada

Tenho visto muito populismo nas avaliações sobre o não de Sampaoli ao Santos. Há quem o critique, no melhor estilo Beth Carvalho, alegando que ele “pagou com traição a quem (sempre) lhe deu a mão”.

Bobagem.

Numa relação saudável, espera-se que a troca seja enriquecedora para as duas partes. Foi o que aconteceu nesse efêmero casamento entre um clube que perdeu protagonismo desde a saída de Neymar e um treinador que fracassou na Copa do Mundo com a Argentina de Messi: tanto um quanto outro saíram maiores do que entraram de dita relação.

Imediatismos à parte (sempre haverá quem dê ênfase desproporcional aos fracassos da equipe na temporada), o Santos, apesar de alguns equívocos do próprio Sampaoli (que acertou mais do que errou), montou um time competitivo e, mesmo sem conquistar títulos, deixou seu torcedor satisfeito com a qualidade do futebol apresentado.

Competitivo a ponto de o lateral-direito Rafinha afirmar, no programa Bola da Vez, da ESPN (gravado antes do histórico 4×0 do Santos sobre o Flamengo de Jorge Jesus na Vila Belmiro na derradeira rodada do Brasileirão), que o Santos -e não o River Plate-, tenha sido o rival mais impressionante do Rubro-Negro, aquele que “sabia todos os nossos movimentos e como nos enfrentar”.

Pois bem. Montada a base e consolidados alguns nomes entre os titulares, seria a hora de o Santos tentar fazer de 2020 o ano da afirmação e da conquista de títulos, correto?

Não para Sampaoli.

Ainda que o cenário do Santos seja mais promissor hoje do que era em 17/12/2018 (àquela altura as intermináveis brigas políticas já existiam e a necessidade de contratações atualmente é menor, mais pontual), o treinador argentino entendeu que “para o próximo ano, o clube tinha uma transição que não permitia fazer coisas importantes na Libertadores ou no torneio local e decidimos cortar o vínculo. O melhor para o Santos e para mim, ao não coincidir com as posturas, é que cada um siga seu caminho”, disse Sampaoli, durante premiação do jornal Sport. “O Flamengo se distanciou muito em referência aos demais. Minha ideia de ficar no país era para brigar pelo Brasileiro. Não deu certo”, afirmou.

Considero essa postura um tanto radical e minha opinião é de que, infelizmente, esse rompimento tem boas chances de representar uma perda tanto para o treinador quanto para o clube.

A conferir.

E segue o jogo.

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