Jorge Jesus e o “politicamente correto”

Créditos da imagem: Reprodução UOL Esporte

Não sou analista de técnicos. Não sou técnico dos técnicos. Quero dizer que não tenho conhecimentos bastante para dizer se este ou aquele é ótimo, bom ou ruim.

São muitos os elementos a serem analisados no trabalho de um técnico. Da qualidade dos jogadores que comanda, do tempo que tem e até a boa vontade do grupo.

Já ouvi dizer, e um, pelo menos, não escondeu, que tem jogador que trabalha para derrubar técnico. E aí não tem “professor” ou “mister” que suporte.

Já ouvi, até, que tem cartola que trabalha para derrubar outro cartola do comando, derrubando o time, o que significa dizer influenciar jogador para derrubar o técnico.

O ponto aqui é o trabalho do “mister” que dirige o Flamengo, e, vale acrescentar, o “hermano” que comandou o Santos no ano passado. Um campeão, outro vice. E vale olhar a diferença entre os dois elencos.

Sabe que, em boa parte, venceram não porque são “gringos”, mas porque suas casas não são aqui. A do “mister” é em Portugal, a de Jorge Sampaoli é o mundo.

Com contratos curtos, chegaram e disseram: “vamos jogar assim e assado”, sabendo que, se não quisessem, não aceitassem, pegariam seus bonés e voltariam para casa.

Diferente dos “professores”, que moram aqui, jogam para não perder a partida e segurar, mal e porcamente, seus empregos. Até caírem de maduros.

O “mister”, e nem poderia ser diferente, foi ajudado pelo superior que lhe empresta o nome, arranjou uma contusão para Diego, então dono do time, por quem a bola tinha de passar, tornando o jogo previsível. E enrolado.

Sem ele, sem precisar arranjar brigas, o “mister” colocou todos para jogar. Correria organizada. “Quem desloca recebe, quem pede tem preferência”.

Ganhou tudo que podia, mas queriam mais. Queriam que ganhasse o Mundial. Como não deu, pauladas nele. “Substituiu errado”, gritaram. Da mesma forma que “fez tudo certo”, quando, na bacia das almas, virou para cima do River.

Engenheiros de obras feitas cansam. Mais ainda quando esquecem os jogadores -protegidos por seus biombos na forma de assessores, que apenas cumprem suas missões- para discutir o “mister” só porque ele não conhece o idioma do “politicamente correto”.

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