O segredo do Corinthians é saber quem é

Créditos da imagem: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Em 1990, o Corinthians ganhou seu primeiro Brasileiro com um time humilde, que tinha Neto como único destaque. O hoje comentarista controverso mostrou serviço em campo, marcando gols decisivos e comandando um time de simplórios guerreiros como Tupãzinho, Fabinho, Wilson Mano etc.

Algum tempo depois, o Corinthians ganhou a Copa do Brasil em 1995 com Marcelinho Carioca, Souza, os pratas da casa Viola, Silvinho e Marques, além dos veteranos Bernardo, Célio Silva e Vitor. Anos depois, foi bi brasileiro com Rincón, Vampeta, Gamarra, Marcelinho, Edilson, Luizão, Ricardinho & cia.

Mais à frente, com a duvidosa MSI de Kia Joorabchian, achou que contrataria todos os grandes jogadores do mundo. A farra gerou o Brasileiro de 2005 e o rebaixamento de 2007.

Aí se deu a grande mudança do clube. Na segunda divisão, trouxe Mano Menezes e mudou sua mentalidade. O novo técnico garimpou jogadores baratos e produtivos. Não acertou 100%. No meio de Chicão, Alessandro, André Santos, Douglas, entre outros, vieram Diego Rincón, Herrera, Acosta, Perdigão etc.

Mas Mano conseguiu estabelecer uma forma de jogar que tinha tudo a ver com o Corinthians. Mesmo com a retumbante chegada de Ronaldo Fenômeno, o técnico mudou a mentalidade do time. Em vez de grandes contratações, criou no clube a proposta de investir na garimpagem de talentos a custo baixo e futuro promissor. Assim foi com Christian, Elias, Paulinho, Jucilei, Ralf, Fábio Santos, Jorge Henrique…

O Corinthians estabeleceu uma forma de jogar e trazia atletas com o perfil ideal. Errou quando saiu do roteiro e trouxe, por exemplo, Alexandre Pato.

Mano ficou até ir à Seleção e deu lugar para Adílson Batista. Um desastre. Erro só corrigido com a chegada de Tite. E com sua manutenção, mesmo após o vexame contra o Tolima. Depois, do Mundial, Mano voltou. E depois dele, Tite retornou. O Corinthians, enfim, manteve uma lógica.

Mas esta linha ainda foi ameaçada depois da ida de Tite para a Seleção. Vieram Cristóvão Borges e Oswaldo Oliveira. Como nenhum dos dois estavam afinados com o esquema Corinthians, saíram rapidinho. Tudo bem que a diretoria foi atrás de uma dezena de técnicos, mas a sorte fez com que Carille fosse efetivado.

Auxiliar desde 2009, com Mano e Tite, Carille conhece o time por dentro. Sabe que o Corinthians joga em um padrão estabelecido. Com um grupo limitado, soube montar o estilo típico de jogar do Corinthians.

O atual treinador é competente, mas não inventou a roda. É um fiel seguidor do que foi estabelecido por Mano e Tite. E consegue sucesso diante de adversários que têm muito mais dinheiro, mas carecem de um padrão de jogo para seus times.

5 comentários em: “O segredo do Corinthians é saber quem é

  1. É exatamente isso!!!!!!!!!!!!!!!!! Lá o Alessandro, o Fábio Santos, o Fágner e o Uendel jogaram o que nunca jogaram na vida!!!!! Bons zagueiros sao fabricados aos montes, Paulo André, Castan, Gil, Chicão, Pablo, Balbuena, Filipe… os volantes, então, pode ser o Cristian, o Ralf, o Elias, o Paulinho, o Jucilei, o Gabriel, o Bruno Henrique ou o Maycon que vai todo mundo bem!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Só no ataque mesmo que não existe fórmula!!!!!

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