“Clássico da Saudade” na decisão da Copa do Brasil de 2015

Créditos da imagem: Grupo Abril

Durante todo o ano de 2015 as equipes de São Paulo estiveram à frente do pelotão das melhores do país e, por essa razão, nada mais justo do que, além do título (corintiano) de Campeão Brasileiro, o da Copa do Brasil também fique em terras paulistas.

Palmeiras e Santos chegam à final da competição após eliminarem adversários duríssimos nas fases quartas e semifinais e, com méritos, farão uma final histórica, a primeira entre paulistas na história do torneio.

Após aniquilar dois arquirrivais (Corinthians e São Paulo), o Santos chega a mais uma decisão de título neste ano de 2015 e aparece como favorito. No primeiro semestre, o Alvinegro Praiano, ainda com Robinho, decidiu o Campeonato Paulista diante do mesmo Palmeiras e sagrou-se campeão.

O Alviverde, por sua vez, eliminou os fortes Cruzeiro, Internacional e Fluminense, e agora tentará derrubar mais um grande adversário, um rival histórico, com quem já protagonizou duelos inesquecíveis.

O “Clássico da Saudade” recebeu esse nome graças aos belíssimos espetáculos que Santos e Palmeiras proporcionavam aos torcedores na época do “futebol-arte” brasileiro. Em tempos de Ademir da Guia, a Academia verde era o único clube que conseguia fazer frente ao excepcional Santos do Rei Pelé. Conseguirá novamente?

Caso saia vencedor, o Palmeiras conquistará o tricampeonato da competição (venceu em 1998 e 2012), enquanto o Santos conquistaria o bi (venceu em 2010).

Na temporada atual, foram quatro confrontos entre os clubes, com duas vitórias para cada lado. A curiosidade fica em relação aos resultados, que evidenciam o poderio dos mandantes nos confrontos. Jogando em casa, o Santos venceu as duas partidas, ambas por 2×1. Já o Palmeiras, jogando em sua Arena, venceu as outras duas, ambas por 1×0. As duas equipes mostraram durante o ano ser muito fortes jogando em seus domínios, o que demonstra que os visitantes não deverão ter vida fácil na grande final.

O momento dos dois times não é dos melhores. O Santos não vence há três jogos (dois empates e uma derrota), e o Palmeiras há cinco (três derrotas e dois empates). Os dois clubes optaram por uma estratégia bastante arriscada, a de poupar jogadores no Brasileirão e apostar todas as fichas na Copa do Brasil. O Palmeiras já encerrou suas possibilidades de G4 no Campeonato Brasileiro. O Santos ainda mantém chances matemáticas, porém, na rodada passada, o técnico Dorival Júnior deixou claro, ao poupar seus jogadores titulares, que o foco é a grande decisão que se inicia nesta semana.

A grande preocupação do torcedor palmeirense é com o instável setor defensivo do time. Ao longo das competições, o técnico Marcelo Oliveira ensaiou várias formações na defesa e, todas elas, bastante vazadas. Resta saber como os zagueiros palmeirenses irão se comportar diante do ótimo ataque santista.

Aliás, o sistema ofensivo da equipe comandada por Dorival Júnior, que sempre foi o diferencial do time, não está funcionando e nestas três últimas partidas não marcou um gol sequer. Estará economizando para a grande final?

Uma coisa é certa, o torcedor pode esperar uma grande decisão. Ao contrário de toda a competição, as finais da Copa do Brasil não terão o valor do “gol fora” , o tal do “gol qualificado”, o que deve trazer ainda mais emoção ao confronto. Apesar do ligeiro favoritismo da equipe santista, acredito em dois jogos duríssimos e com final feliz para o Palmeiras, com mais fome por esse título, principalmente por ter a oportunidade de decidir o campeonato em casa e por poder “vingar” a perda do campeonato estadual, justificando, assim, o grande investimento realizado na temporada.

 

Mais sobre a grande final: A importância da Copa do Brasil para Santos e Palmeiras, por Fernando Prado.

39 comentários em: ““Clássico da Saudade” na decisão da Copa do Brasil de 2015

  1. Também acho que é uma final bem aberta, embora o fato de o primeiro jogo ser na Via beneficie o Santos, na minha visão!

    Só discordo sobre os times paulistas terem estado o ano inteiro à frente entre as melhores do Brasil. Inter e Cruzeiro foram os últimos sobreviventes brasileiros na Libertadores, o Atlético liderava o Brasileiro… pra mim, só no segundo semestre que as equipes de São Paulo tiveram protagonismo mesmo 😉

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