A convocação de Tite mostra que o treinador está se sentindo bastante pressionado

Créditos da imagem: Sergio Moraes / Reuters

A outrora mais aguardada convocação da Seleção Brasileira para a Copa América em casa, enfim, aconteceu. Com nomes bastantes questionáveis e que parecem já fazerem horas-extras na equipe e com a ausência de jogadores bem queridos pelo público, Tite demonstrou que, mais do que nunca, está se sentindo bastante pressionado no cargo.

No primeiro campeonato após mais um fiasco em uma Copa do Mundo, o mais plausível era que houvesse uma renovação e que a equipe chegasse a essa nova etapa com jogadores promissores e com grande potencial de defender o Brasil em 2022, no Catar. Alguns nomes até existem, como Allan, Arthur, Marquinhos, Everton e Neres; mas, ao levar nomes como Daniel Alves, Fagner, Miranda, Fernandinho, Filipe Luís e Philippe Coutinho, o treinador deixa claro que, na sua ideia, mais importante que qualquer coisa agora é vencer e tirar um pouco da pressão que desabou sobre si após a derrota para a Bélgica na Rússia.

É uma pena, haja vista que as Eliminatórias começam em breve e que o Brasil chega com um time que deve se alterar bastante entre o começo e fim da disputa. É claro que isso acontece com uma certa frequência, mas há nomes que, salvo com uma exceção daquelas, não estarão na Copa do Mundo do Catar, que deve ser o grande objetivo do Brasil nesse nosso ciclo.

Naturalmente, a convocação do treinador pode ser um enorme tiro no pé, principalmente se nomes como Gabriel Jesus, Coutinho e Fagner fracassarem e o Brasil for eliminado sem jogar bem e com a mesma teimosia que caracteriza o treinador desde seu tempo de Corinthians.

Ou seja, pressionado, Tite convoca o que acredita que lhe dará mais força a curto prazo, mas deixa em segundo plano o verdadeiro objetivo de montar um time que chegue jogando bem daqui a pouco mais de três anos.

Vale lembrar que Tite, especialista em pontos corridos, não ganha uma competição de mata-mata desde que levou o Paulistão pelo Corinthians, ainda lá em 2013 e que, se perder mais essa, agora dentro de casa, deverá ser ainda mais questionado.

E pensar que tudo isso poderia ser evitado se o treinador não tivesse sido tão cabeça dura no Mundial do ano passado.

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