A incoerência corintiana: por que Capixaba e não Romão?

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

A ausência de garotos da base no elenco do Corinthians tem sido uma tônica do clube nos últimos 10 anos.

Apesar de 2017 ter sido um ano diferente para os garotos da base, com Arana, Maycon, Pedro Henrique e Pedrinho se destacando entre os profissionais (e aqui não contamos com Jô e Fagner por já serem experientes e consagrados), a realidade é que o Corinthians só se utilizou de seus garotos devido a seu péssimo momento financeiro.

Essa linha de pensamento era capitaneada por Tite, que repetia incansavelmente a ideia de “preservar garotos, soltando-os aos poucos”, uma desculpa para “justificar” a falta de confiança que o treinador gaúcho sempre tivera nos garotos da bola.

Em 2018, traços dessa falta de confiança nos jovens nos faz perceber que Tite saiu do Timão, mas tal mentalidade parece não ter saído da diretoria e, principalmente, da comissão técnica, chefiada por Carille, seu pupilo dos tempos de Corinthians.

 A escolha por Juninho Capixaba em detrimento à oportunidade para Guilherme Romão e até mesmo Marciel –já emprestado para a Ponte Preta– ilustra perfeitamente essa desconfiança nos jovens da casa. Tanto Capixaba quanto Romão possuem a mesma idade, 20, enquanto Marciel é dois anos mais velho. Isso sem falar em que pese o fato dos dois últimos já terem vestido a camisa do Corinthians, mesmo que o primeiro apenas na base, e que tenham farto conhecimento da torcida e da forma como as coisas funcionam no clube.

Mas há quem diga que santo de casa não faz milagre e por isso a diretoria prefere ir atrás de jogadores de outros clubes. Um risco desnecessário para alguém que possui elenco e capacidade financeira tão limitados se comparado com seus principais concorrentes aos títulos de 2018, e que viu Arana ser o melhor lateral esquerdo do país.

É claro que Juninho pode virar um sucesso, e Romão, um fracasso. Mas, exceto se Capixaba for o novo Roberto Carlos e sucessor de Marcelo no Real Madrid, torna-se muito incoerente um investimento tão grande (troca por três jogadores, mais compensação financeira) por um jogador que mal vimos jogar e que não é unanimidade nem mesmo em seu atual clube.

São das coisas inexplicáveis no futebol. Sabemos que o Cifut (Centro de Inteligência de Futebol) do clube já descobriu bons jogadores que fizeram sucesso com a camisa corintiana, mas a priori a incoerência é gritante e só a falta de confiança nos jovens da base pode explicar por que tanta insistência por Capixaba e por que tanto silêncio por Romão.

8 comentários em: “A incoerência corintiana: por que Capixaba e não Romão?

  1. O Corinthians é ridículo nisso de não usar a base!!!!!!!! Troca Marciel por Williams, fica dando espaço pra Felipe Bastos e fica formando jogador pra brilhar em outros clubes!!!!!!!!!!!!!

  2. Engraçado ne somos o maior campeao da copa sao paulo vemos que em todas edições no mimimo 3 ou 4 jogadores são de alto nível difícil entender pq nao sao aproveitados no profissional

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