A unanimidade de hoje é “da casa”

Créditos da imagem: Reprodução Zero Hora

Everton Cebolinha está mostrando que os destaques “daqui” também podem ser úteis e que, no futebol, não há receitas prontas e definitivas

Veja só, diante de uma “pseudo-constelação” que atua fora do país, a bola da vez, o nome que todo torcedor implora para ser titular, atua no… Brasil.

Everton Cebolinha fez o de sempre na partida contra a Venezuela, porém, o de sempre dele é sim algo muito diferente do óbvio e o óbvio é característica marcante desta atual Seleção Brasileira de Tite.

Cebolinha sempre foi visto como joia rara no Grêmio e, entrando aos poucos, soube esperar sua chance. Mesmo sendo reserva, foi fundamental em todas as conquistas recentes do esquadro tricolor: quartas de final da Copa do Brasil de 2016 e os reservas do Palmeiras iam eliminando o Grêmio na Allianz, até Everton e sua jogada habitual entrarem em ação e o Grêmio seguir para a semifinal e final, esta, com Cebolinha fazendo o gol do título. Afinal, o terceiro gol no Mineirão no 3×1 da ida, foram sim o jogo e o gol daquela conquista.

Em uma Libertadores que teve Luan sendo o rei, Everton sempre foi fundamental: fim do ano e o Grêmio encarava o Pachuca pela vaga na final do Mundial, adivinha quem fez o gol e como foi?! Sim, a jogada de sempre e… caixa!

Cebolinha é uma espécie de “Robben destro”, no sentido de que todos sabem como será o drible, o lado que será e mesmo assim, caem. Trata-se de um jogador diferente, de personalidade, e que convive bem com o protagonismo e vamos combinar que nesse momento, ser diferente é ser tudo num time repleto de meros -embora bons- coadjuvantes dos clubes europeus.

O Brasil vive uma crise técnica, tática e principalmente de identidade.

Não somos pragmáticos desta forma, não dará certo, sabemos disso. De modo que ainda existe tempo e ele implora por um nome, veja só, que atua por aqui, em nosso “futebol doméstico”.

Se Tite irá ceder à pressão e enfim colocá-lo como titular, não sei, mas se hoje alguém pode salvar o emprego do comandante e a Copa América da Seleção, este alguém não recebe em euros.

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