Hora de medir o tamanho do Flamengo de Jorge Jesus

Créditos da imagem: Reprodução MKT Esportivo

A final da Copa Libertadores chegou e dela sairá a equipe que provavelmente decidirá o Mundial de Clubes contra o todo-poderoso Liverpool

Que Flamengo e River Plate são, na América do Sul, duas equipes muito fortes e com jogadores talentosos (Rafinha, Filipe Luis, Gerson, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa, pelo lado flamenguista, e Armani, Nacho Fernandez, Santos Borré e Ezequiel Palacios, pelo lado argentino) ninguém duvida.

Orientados por treinadores “adeptos do futebol moderno” como Jorge Jesus e Marcelo Gallardo -que perseguem a prática de um futebol com um nível de organização tática já próximo do que se faz na Europa-, a questão é se tanto um quanto outro time possuiria argumentos para ganhar do Liverpool, de Jurgen Klopp – o que há de melhor na atualidade dentro das quatro linhas: um futebol praticado com intensidade, velocidade, pressão e muita mobilidade dos 3 homens da frente, Mané, Salah e Firmino – trio que confunde a marcação da defesa contrária e cria muitas dificuldades.

A ver na finalíssima da Libertadores como o Flamengo irá se sair contra um time mais bem treinado do que os seus rivais domésticos (vide o arcaico Palmeiras, que mesmo praticando um futebol paupérrimo, consegue estar na segunda colocação de um Brasileirão nivelado por baixo).

Como bem lembrou o colega Gabriel Rostey, nas partidas realizadas contra os “moderninhos” Santos e Athletico Paranaense (treinados por Sampaoli e Tiago Nunes), a vida do Rubro-Negro não foi fácil.

O River, por sua vez, foi campeão da Copa Libertadores em 2018 contra o arquirrival Boca Juniors para depois, no Mundial, ficar no 2×2 com o Al Ain no tempo normal e na prorrogação e perder nos pênaltis.

Além de frustrante, preocupante.

De maneira que será interessante ver o contraste entre o futebol sul-americano e aquele praticado na Premier League e perceber até que ponto os dois finalistas da Libertadores conseguiriam rivalizar com o gigante inglês.

Penso que, para que se vislumbre alguma chance nesse sentido, o Flamengo teria de “deitar e rolar” contra o River.

A conferir.

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