Lucas Lima e Gustavo Scarpa x Renato Augusto e Willian

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Sobre aquelas predileções que contamos apenas nas mesas de bar

Sabe aqueles pensamentos que todo fã de futebol carrega consigo, mas que, muitas vezes, por receio do julgamento dos outros – já que há muitos “decretos” no futebol e o “pensar diferente” nem sempre é tão bem aceito -, são admitidos tão somente numa roda de bar, entre amigos de confiança?

Pois bem, não estou escrevendo de um boteco, mas darei a minha cara à tapa nas próximas linhas.

Os agora palmeirenses Lucas Lima e Gustavo Scarpa, são, para mim, jogadores de nível mundial e que poderiam perfeitamente estar no grupo da Seleção Brasileira que irá para a Copa da Rússia.

Considero ambos melhores e mais requintados do que os selecionáveis Renato Augusto e Willian (o futebol deste, por mais que eu me esforce, não me convence), já garantidos por Tite.

Vá lá que, dos quatro, Renato Augusto seja o mais responsável taticamente, além de ser o único com perfil de liderança (o que eu não desprezaria de forma alguma, acho até que ele seria o capitão ideal para a Seleção), mas, “bola por bola”, confesso que prefiro o da dupla alviverde.

De maneira que, penso, o Palmeiras, desta vez, acertou em cheio em suas contratações!

Protagonismo, volume de jogo e chances de gols não faltarão para o time comandado por Roger Machado.

E segue o jogo.

17 comentários em: “Lucas Lima e Gustavo Scarpa x Renato Augusto e Willian

  1. Jogadores de nível mundial cujo mundo não passou de Guarulhos ou do Galeão. Concordo que ambos possuem repertório para tanto (maior que o do Willian, uma espécie de bode expiatório dos meus amigos colunistas). Mas futebol não é só isso. É posicionamento, movimentação e participação. Quesitos que, a meu ver, infelizmente requerem a oportunidade de atuar em clubes europeus que proporcionem esta melhora – porque também não adianta ir pra um time fechadinho.

    1. Sim, não acho que o atleta tenha (necessariamente) que passar pelo crivo da Europa para ser considerado de alto nível. O próprio Renato Augusto – de quem gosto, vale frisar – e o Paulinho – hoje uma realidade no Barcelona, mas que foi uma aposta pessoal do Tite – só estão na Seleção Brasileira pelo que fizeram aqui no futebol brasileiro.

    2. Ainda assim, é importante jogar na Europa pra ganhar nível e, assim, concretizar o potencial. Isso não deveria ser polêmica. Há anos atrás, quando havia escolas distintas, mas igualmente eficazes, OK. Mas, por diversas razões, algumas praticamente irreversíveis, não é mais assim. Uma pena, mas é a realidade e as exceções tendem a ser raras.

  2. A proposta seria substituir um jogador que saiu do Brasil como o melhor do campeonato brasileiro de 2015 e que joga improvisado em uma posição defensiva para garantir uma saída de bola eficiente, demonstrando uma incrível consciência tática, e outro que apesar de não viver seu melhor momento, foi um dos destaques da campanha do título inglês do Chelsea na temporada passada, e que se mantém em alto nível no competitivo futebol europeu por anos, por dois jogadores que não tiveram uma única temporada completa em alto nível no fraquíssimo futebol brasileiro?

    Lembrando que os dois não figuraram nem mesmo na bola de prata ou na seleção do campeonato de 2017. Hernanes, Thiago Neves e Dudu (isso sem falar no Luan), ao meu ver, tiveram um ano melhor.

    Acho que ambos precisam mostrar muito serviço ainda, se destacar no futebol brasileiro por um curto período de tempo, hoje em dia, não é indicativo de nada (tá aí o ganso pra provar). Acredito que se Renato Augusto e Willian jogassem no Brasil atualmente, estariam destruindo toda semana, mais ou menos como foi com o Hernanes nessa curta volta.

    1. Oi, Fernando. Obrigado pelo feedback. Bom, em 2015, quando perguntado sobre o melhor jogador do Brasileirão, Tite afirmou que dividiria o prêmio entre Renato Augusto e Jadson. Naquele ano também, em confronto pela Copa do Brasil, o Lucas Lima arrebentou com o Corinthians, tendo o sido principal responsável pela classificação do Santos. De maneira que muita coisa dá pra ser relativizada no seu ponto de vista, embora ele faça, também, bastante sentido. Por fim, discordo de você quanto ao Willian. Claro que ele é um jogador importante e bem-sucedido, mas sempre o considerei um “jogador acessório”, mero coadjuvante. Mais ou menos como o Oscar. Por fim, quanto a ter dado certo na Europa, temos Inúmeros exemplos de ótimos jogadores que não vingaram lá por N fatores e outros tantos que eram patinhos feios no Brasil e se deram super bem. Na sua opinião, quem jogou mais, o Alex (ex-Palmeiras e Cruzeiro) ou o Willian? O Evair ou o Paulo Sérgio (ídolo na Alemanha)? E por aí vai. Valeu, abraços! 😉

    2. Então Fernando, vlw pela resposta, mas ainda bato na tecla de que analisar o nível das competições e a regularidade dos jogadores é importante.

      Eu não digo que o Lucas Lima, não tenha boas partidas, e até boas fases, mas isso não é o msm que uma temporada inteira. No seu exemplo, ele arrebentou contra um corinthians já desinteressado pela copa do brasil e focado no campeonato brasileiro. E novamente, arrebentar contra o corinthians, e no futebol brasileiro atual, não é indicativo de nada, o robinho só não fazia chover.

      Willian, ainda garoto, antes de ser vendido pelo corinthians em 2007, jogou 5 jogos pelo brasileirão daquele ano, tendo grande atuação em todos, deixou o time que posteriormente seria rebaixado, na liderança do campeonato.

      O Alex, na sua passagem pelo cruzeiro, parecia um adulto no meio de crianças, dava show toda semana, e é assim que eu acredito que alguém que almeja uma vaga na copa do mundo, principalmente do meio pra frente, tem que jogar em um campeonato do nível do nosso (e em 2003, ele nem era tão ruim assim). Robinho em 2004, e mais tarde Neymar fizeram o msm antes de ir pra europa. Gabriel Jesus, se tivesse ficado mais um ano, tlz tivesse jogado uma temporada desse nível.

      Ainda sobre o alex, apesar de não ter se destacado em uma grande liga, se tornou quase um deus na turquia e sempre disputou a champions em grande nível. Então dá pra dizer que se saiu bem na europa.

      Quanto ao evair, acho que o contexto era completamente diferente, eram outros tempos, até o início dos anos 2000 o campeonato brasileiro ainda era muito forte (provavelmente, melhor que o alemão) e a diferença de nível entre nossas equipes e as européias quase não existia, são paulo, vasco, palmeiras e corinthians provaram isso fazendo jogos de igual pra igual contra seus adversários euroupeus. O assédio dos times de fora era muito menor, o nível era alto e menos craques saiam, então era perfeitamente plausível ter mais da metade dos convocados atuando no país.

      Hoje, é só fazer meia temporada boa que já vem proposta, o próprio lucas lima só não saiu pq acredita no próprio potencial e preferiu esperar por uma proposta de um clube maior.
      Agora ele precisa demonstrar essa regularidade pra conseguir as duas coisas, a vaga na seleção e essa proposta.

      Mas por enquanto, pra mim, aquele mítico vídeo do seedorf falando do ganso no bem amigos se aplicaria perfeitamente pra ele.

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