O campo dos destinos cruzados

Créditos da imagem: Gil Guzzo/Ofotografico

Quando Mano Menezes assumiu o Corinthians, em 2008, estava praticamente fechado com o Cruzeiro.

Então vice-campeão da Libertadores, o gaúcho deixava o Grêmio para assumir um time na Série B, em crise, sem elenco e com uma diretoria aparentemente enfraquecida.

“O projeto era grande”, dizia o técnico ao explicar porque deixou de fechar com o Cruzeiro e topou apagar fogo e reconstruir a casa em São Paulo.

Com maestria, conduziu o ressurgimento daquele que se tornaria o maior time desta década. Chegou a duas finais de Copa do Brasil e só largou o time porque recebeu uma proposta tentadora para treinar a Seleção Brasileira em 2010, quando era líder do Brasileirão.

De lá, viu o clube dominar o Brasil, em 2011, a América e o mundo, em 2012.

Demitido no mesmo ano do Mundial corintiano, voltou ao Corinthians em 14 e despachou, ao ser perguntado se largaria novamente o clube para treinar o Brasil: “não cometo o mesmo erro duas vezes”.

Mano desenhou o Corinthians multicampeão e sabe que seria ele a colher todos os louros se não topasse a dura missão de dirigir o país naquele período.

Se enganou e não teve vergonha de admitir.

Em 14, voltou tão bem, que apesar do elenco limitado e vindo de um período em crise com Tite no ano anterior, se classificou para Libertadores e foi o único time a vencer as duas partidas da equipe que seria campeã: exatamente, o Cruzeiro.

Saiu no ano seguinte para ver Tite, mais uma vez com a sua base construída, ser campeão brasileiro.

Dias 10 e 17 de outubro, Mano, Corinthians e Cruzeiro se encontrarão em dois jogos de arrepiar em que tudo pode acontecer.

Criador e criatura. Quem plantou, mas não colheu.

A porta do campo dos destinos cruzados estará aberta mais uma vez durante os próximos vinte dias.

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