O Dérbi e o mundo têm 360º

Créditos da imagem: Reprodução / Brasília De Fato

Neste sábado, às 17h, Palmeiras e Corinthians se reencontram pela trecentésima sexagésima vez para protagonizarem o maior clássico do estado de São Paulo.

Se a rivalidade ficou adormecida por um tempos por conta da licença que o Palmeiras tirou do futebol desde o início deste século, há três anos ela acordou para representar a maior disputa não apenas no cenário paulista, mas também brasileiro.

Não há ninguém que tenha ganho mais título brasileiros que ambos nos últimos anos, responsáveis por se alternarem no topo do Brasil desde 2015.

Embora seja o Flamengo o clube que mais se aproxima financeiramente do alviverde, é fato que a equipe brasileira capaz de tirar o Palmeiras da rota de títulos neste passado recente foi o Corinthians. Foi assim em 2015, quando o Palestra se reestruturou, em 2017 e em 2018 até a saída de Fábio Carille.

Apesar de estarmos no começo da temporada, não há desculpas para tropeços neste clássico. O Palmeiras entra como favorito, já que é o time a ser batido no ano, enquanto o Corinthians virá com o que tem de melhor, ainda em fase de testes, e tem em seu treinador o retrospecto de seis vitórias e apenas uma derrota contra o arquirrival, num aproveitamento absurdo que ultrapassa os 85% dos pontos ganhos.

Aliás, foi exatamente num jogo contra o Palmeiras que Carille começou a consolidar o seu estilo de jogo e rumou firme para a temporada campeã de dois anos atrás.

Não é possível cravar que o treinador repetirá a dose neste sábado, já que o começo de temporada soa muito mais favorável a quem já tem time e estilo de jogo prontos, inclusive com Bruno Henrique e Dudu com contratos renovados.

Mas quem tem juízo tem medo, pois, afinal, se há uma situação que mexe com as peças do xadrez é exatamente isso que chamamos de clássico.

Ou seja, mesmo cedo, já é jogo para, senão indicar a maré da temporada, ao menos guiá-la mais a favor ou contra.

No 360º Dérbi da história, é possível uma nova reviravolta completa em 360 graus, afinal, o mundo gira mais forte quando o clássico acaba.

Deixe sua opinião e colabore na discussão