O “Derby da Realidade”, muito além dos 90 minutos

Créditos da imagem: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O clássico dessa quarta-feira nos mostrou muito mais do que os 2 a 0 estampados no placar quando do apito final.

Durante os dois tempos, foi possível ver um time extremamente bem treinado, ciente daquilo que queria e pelo que buscava contra uma equipe sem padrão, sem criatividade e com jogadas pobres e manjadas.

Mas esse clássico vai muito além dos 90 minutos.

O Corinthians mais uma vez deu uma aula de futebol e mostra que a realidade é muito diferente daquilo que pensávamos ver em janeiro, afinal, ninguém chega a 27 jogos sem perder, de graça. Levou o Paulista, lidera o Brasileirão, passou pelo Grêmio quando este era favorito e agora pelo Palmeiras, no lugar em que o rival não perdia há quase um ano.

Rival que, conforme afirma seu próprio treinador, não consegue encontrar, sequer, um time titular, é carente de jogadas efetivas e demonstra como aplicou completamente mal os milhões investidos em jogadores. O Palmeiras, hoje, não tem centroavante, nem lateral, liberou o melhor primeiro volante de graça para o rival em uma transação que custaria apenas R$ 7 milhões, quase a metade do que pagou pelo homem do pênalti, Bruno Henrique. Pouco, muito pouco, para quem queria mais do que conseguiu na temporada passada. Segue agora a 16 pontos da liderança e em desvantagem tanto na Copa do Brasil como na Libertadores.

O clássico centenário desse dia 12 pode ser chamado de “Derby da Realidade”. O Corinthians, firme, de pés no chão, construindo uma trajetória rumo a mais um grande título na temporada. O Palmeiras, perto de alcançar uma temporada vexatória.

Muito para um, muito pouco para outro.

4 comentários em: “O “Derby da Realidade”, muito além dos 90 minutos

  1. Eu acho que Corinthians e Palmeiras são realmente opostos neste ano! O Corinthians é a mostra do retorno que o trabalho para recuperar jogadores pode fazer, enquanto o Palmeiras usa o dinheiro só para gerar instabilidade, virou um incinerador, sempre em busca da solução mais fácil: “se tenho um problema, vou lá e compro um jogador que o resolva”. Tão ultrapassado…

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