“Pingos nos is”

Créditos da imagem: Montagem/No Ângulo

Fagner jogou muita bola contra a Chapecoense, enquanto Everson falhou e esteve inseguro contra o Vasco

As atuações do lateral-direito corintiano e do goleiro santista nos duelos de Corinthians e Santos pela Copa do Brasil fizeram justiça ao momento de cada um.

Explico: imagino que depois deste excelente início de temporada, mais e mais pessoas passem a tratar Fagner como um grande lateral, que faz jus às convocações recentes da Seleção Brasileira (ele, inclusive, foi um bom nome do time de Tite na última Copa). Danilo, por exemplo, apesar de contar com a grife “Manchester City de Guardiola”, é inferior ao corintiano.

Já em relação a Everson, penso que ele deveria ser visto apenas e tão somente como um goleiro de bom potencial. Mas que, ao menos por ora, não deveria ameaçar (como tem sugerido Sampaoli) a posição de Vanderlei, goleiro top do Brasil desde os tempos de Coritiba e estimado pela maioria dos torcedores santistas.

O treinador argentino, que tem conseguido demonstrar toda sua capacidade no futebol brasileiro, foi mal nessa. Pediu a contratação de um jogador que o Santos não precisava e criou, de forma gratuita, um clima de instabilidade naquilo que vinha sendo um dos pontos fortes do clube nos últimos anos. Nada contra a concorrência, pelo contrário, mas o modismo e a popularidade de Sampaoli acabam depondo contra Vanderlei, pois parte da torcida acaba surfando essa onda -ainda que desconhecida, ou alguém imagina que o torcedor-médio acompanha o Ceará, ex-clube de Everson?- e passa a imaginar que com um goleiro bom com a bola nos pés o time iria “voar”. Menos, né?

Veja o infortúnio: na recente disputa de pênaltis contra o Corinthians, pela semifinal do Paulista, Vanderlei fez uma excelente defesa, ao passo que Cássio não precisou fazer nenhuma para sair vencedor do duelo. Tivesse dado Santos e poucos pediriam Everson como titular.

Assim é o futebol.

Assim é a vida.

Por isso fiquei satisfeito com a rodada da última quarta-feira da Copa do Brasil, quando os campos de Itaquera e São Januário se encarregaram, ainda que momentaneamente, de fazer justiça aos fatos e colocar os “pingos nos is”.

E segue o jogo.

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