Sobre o bem-sucedido VAR inglês

Créditos da imagem: Reprodução UOL Esporte

Para brasileiro ver… e aprender!

Cinco breves e óbvias observações a respeito do sucesso inicial do VAR na Premier League:

1 – seguindo o manual – em geral, a aplicação do árbitro de vídeo na Inglaterra obedece estritamente ao determinado na sua criação. O uso ocorre apenas em erros claros da arbitragem, por ação ou omissão – como este colunista já escreveu algumas vezes, aparentemente de forma inútil.

2 – um erro não justifica o outro – consequentemente, lances que requerem análises mais longas e opinativas (Exemplos: se o toque no adversário seria suficiente para derrubá-lo; ou decidir entre imprudência ou agressão para vermelho) têm a aplicação do VAR descartada de plano. Prevalece o que foi marcado ou deixou de ser marcado. Fazer o contrário significa sacrificar o ritmo da partida e aumenta o risco de lesões.

3 – novidade mesmo? Só uma – a única e efetiva inovação, devidamente autorizada, está no marco inicial da aplicação do VAR em lances de gol que começam em possíveis faltas na retomada da bola. Se o adversário conseguir se reorganizar defensivamente, a suposta infração não será analisada. É como se o lance fosse zerado com a reorganização do outro time.

4 – sem quadradinho e corridinha – tratando-se de lances com erro evidente, a norma é o árbitro não ir até a cabine e confiar nas informações de áudio dadas pelos assistentes de vídeo. Apenas em último caso deve se dirigir para conferência pessoal.

5 – pode trabalhar, bandeira – nos casos de impedimento, os assistentes de campo só deixam o jogo seguir quando têm dúvidas. Até o momento, em três rodadas, não houve nenhum erro nas interferências dos assistentes.

O resultado tem sido excelente. Além do preparo e da confiança entre envolvidos, há uma triste diferença (para nós) em relação a países como o Brasil: onde existe menos coitadismo, erros tendem a ser aceitos como… erros. Assim, as polêmicas de arbitragem ocupam um espaço bastante reduzido no noticiário esportivo. Não tem uma cambada de ex-árbitros em transmissões e pós-jogos. O público trocaria de canal ou tabloide. Este cenário traz tranquilidade para fazer o que foi treinado. O inglês não inventou o VAR. Inventou o futebol. Se o primeiro for auxiliar, maravilha. Se quiser ser protagonista, BUG OFF!

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