Renasce o Imortal

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Poucas relações jogador-time no futebol brasileiro parecem significar, hoje, o que se tornou a simbiose Grêmio-Renato Portaluppi. Renato, do latim “renascido”, gaúcho de Guaporé, ídolo máximo do tricolor. Nos últimos anos parecia que sua carreira de treinador seria apenas mais do mesmo, fadada, mais cedo ou mais tarde, ao ostracismo característico daqueles que não nasceram para o negócio, por mais que tentem. Eis que com a saída do cultuado Roger Machado, Renato renasce para o Grêmio, o Grêmio renasce com Renato.

Mas há aí uma contradição. Não há como o Grêmio haver renascido, sendo Imortal como só ele pode ser. Foram longuíssimos 15 anos sem nenhuma conquista expressiva, vendo o maior rival pintar a América e o mundo do futebol de vermelho-e-branco. Não haveria maior suplício, nem mesmo morte mais dolorosa, pudesse esse Grêmio morrer. O Imortal ressurgiu, com o Renato renascido, jogando (pasmem os senhores) pura e simplesmente o que convencionaram a chamar de futebol. Bola no pé, cabeça erguida e fé em Cícero e Jael se precisar.

Assim, o Grêmio de imortais, renegados e renascidos, inicia nesta terça a busca de um sonho quase impossível, tendo de vencer o mexicano Pachuca para enfim desafiar um dos times mais vitoriosos que o futebol já viu. A epopeia do Davi que desafia Golias, contada com requintes gaúchos. Sim, cometerei a temeridade de projetar o confronto antes mesmo da semifinal, pois aprendi a acreditar nesse tricolor renascido, ressurgido das cinzas de um jejum.

Se querem saber, Zidane tem muito de Renato. Ambos surgiram da necessidade, respaldados pela idolatria do que fizeram dentro de campo, nada mais. A diferença é que Zidane contou com gols de Cristiano Ronaldo nos momentos mais decisivos. Já o Renato… gol de Fernandinho. É bom não duvidar desse Grêmio.

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