Carille deve ser cobrado e coloca a conquista em risco ao preferir “morrer abraçado” a Jadson e Romero

Créditos da imagem: Will Vieira/Raw Image

Sem dúvidas, Carille é o maior responsável pelo Corinthians ser o líder destacado do Brasileirão. Mas nos últimos tempos tem sido mais real do que o rei e deve ser cobrado como quem está escolhendo o caminho mais difícil nessa reta final do que parecia ser simplesmente uma rota tranquila rumo à consagratória taça.

Após uma sequência tenebrosa de três derrotas e um empate no começo deste segundo turno, o Corinthians conseguiu estabilizar a situação graças a duas duras vitórias em casa (contra Vasco e Coritiba), dois empates como visitante (enfrentando São Paulo e Cruzeiro) e os deslizes de seus principais adversários. Essa melhora do desempenho corintiano veio pelos pés de Clayson, que tinha feito quatro gols nas últimas três partidas.

E o que faz Carille contra o Bahia? Permite a Clayson atuar por apenas por cerca de 25 minutos, entrando aos 23 minutos da etapa complementar. Tudo isso para deixar em campo Romero, que vem sendo quase inoperante ofensivamente e não marca um mísero gol há mais de quatro meses, desde 11 de junho, na vitória por 3 a 2 contra o São Paulo, pelo primeiro turno.

Isso se soma à inexplicável insistência com Jadson, que embora seja um excelente jogador, desde que se lesionou contra o Avaí, no fim do primeiro turno, nunca mais retomou o nível. Invariavelmente o conjunto alvinegro atua melhor depois que Marquinhos Gabriel entra em seu lugar.

Ou seja, resumidamente, o ainda líder do campeonato vem iniciando todas as partidas com praticamente dois jogadores a menos. E ainda quando tem um destacado “herói” nas últimas partidas -Clayson- este nunca assume a titularidade.

Que meritocracia é essa? Carille prefere morrer abraçado a Jadson e Romero? Até quando? E ainda expõe desnecessariamente dois atletas que foram fundamentais para a equipe estar onde está, mas que simplesmente não vivem bom momento.

A insistência previsível e não justificada com Camacho é outro mistério. Em todas as partidas Carille tem insistindo com o volante que, supostamente, melhora a saída de bola corintiana. Eu, ao menos, não percebo tal melhora, e identifico apenas a instabilidade e abalo na confiança de Gabriel e de Maycon, que vem piorando de nível desde que Camacho se tornou a principal aposta do treinador para enfrentar qualquer situação colocada para o time.

Outrora mortal como visitante, a equipe do Parque São Jorge não vence fora de casa há quase dois meses, com um inesperado gol de Jô já quase nos acréscimos, quando bateu a Chapecoense por 1 a 0. Em casa, suou frio e contou com polêmicos lances de arbitragem nas vitórias contra os frágeis Vasco e Coritiba.

Na próxima rodada, em xeque e com a confiança abalada, o líder receberá o perigosíssimo Grêmio. Se perder para o Tricolor Gaúcho, o Corinthians se verá a apenas seis pontos dele, e em viés de baixa. E isso para não falar no maior perigo: o Santos, vice-líder até o começo desta rodada, poderá ficar a apenas quatro pontos.

Enfim, já passou da hora de o Corinthians se aproveitar unicamente dos tropeços dos rivais, passar a se questionar e enfrentar o conservadorismo que pode fazer com que perca vexatoriamente o Brasileirão mais ganho dos últimos tempos.

11 comentários em: “Carille deve ser cobrado e coloca a conquista em risco ao preferir “morrer abraçado” a Jadson e Romero

  1. O Grêmio provavelmente jogará com reservas. Tem semifinal de Libertadores em seguida. Fosse eu corintiano, ainda não estaria preocupado. Como não sou, espero que entrem em pânico (rs).

  2. Se continuar assim vai mesmo entregar a rapadura!!!! E aí o Carille vai ficar mais conhecido como o técnico que perdeu o Brasileirão ganho do que como o que quase ganhou!!!!!!!

  3. Nessas horas é que aparece a falta de experiência do treinador. Como bancar Jadson e Romero sem abalar o grupo? Quanto a Camacho, vejo mais como uma falta de opções do que como insistência ilimitada. Fato é que o título tá tão próximo, que está querendo escapar e se escapar será histórico.

  4. Vida de treinador no Brasil! Do céu ao inferno de uma hora pra outra! Os jogadores são inocentes? O Fagner vai tentar sair jogando perigosamente, perde a bola, o time toma um gol….culpa do Carille, Cássio abandona o gol em desespero, toma um contra ataque e gol do Bahia….culpa do Carille! A culpa do treinador existe, é claro, mas é limitada e deve ser dividida com o elenco e até a diretoria!

  5. Não conta, mas às vezes treinador reza para que um ou outro jogador, famoso, com história e fã clube entre jornalista, sofra uma pequena contusão e fique de fora por alguns jogos. Só assim pode colocar um outro, em melhores condições num momento, sem o risco das comparações e cobranças, injustas. Caso hoje do Jadson

  6. Foram os mesmos jogadores questionados que levaram o time há um pequeno turno impecável.

    O que ocorre, é que perdemos alguns jogos que no primeiro turno não aconteceu.

    Bola que não entrava, passou a entrar, jogador machucado que não alcançou o mesmo ritmo, sem falar na oscilação que é algo esperado.

    Estamos no caminho, rumo ao Hepta.

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