Copa das Confederações: a pedra que se agarrou no sapato do Brasil

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Neste domingo, a Rede Globo transmitirá a emblemática vitória do Brasil contra a Argentina na final da Copa das Confederações de 2005, realizada na Alemanha.

Com seu fim decretado, a competição, que por mais de duas décadas serviu de teste para a realização da Copa do Mundo, representa, hoje, uma pedra que se agarrou ao sapato brasileiro e mais atrapalhou que ajudou o país nesse período.

Isso porque o retrospecto mostra que jamais um time que foi campeão desta competição repetiu o lugar no pódio no Mundial da temporada seguinte. Logo, o Brasil, maior campeão da competição com quatro títulos (1997, 2005/09/13), fracassou em todas as Copas às quais chegou como vencedor do evento-teste organizado pela FIFA.

Hoje, quase sete anos após o último título do país e 15 da final que será transmitida à tarde, é possível perceber que os títulos da Copa das Confederações (que nada valem) serviram, na realidade, para criar um sentimento de oba-oba na Seleção Brasileira, para garantir vaga no Mundial a jogadores em declínio técnico, para desgastar os craques e para demonstrar o modelo tático da equipe ao mundo e a todos os treinadores rivais.

Imagine que enquanto o país vencia a Argentina por 4 a 1 na final de 2005, jogadores da França e da Itália (finalistas de 2006) descansavam na intertemporada europeia. Além disso, seus treinadores assistiam aos jogos e observavam os padrões táticos do Brasil, o que lhes garantia certa vantagem para enfrentar a nossa seleção num possível confronto do ano seguinte.

O mesmo ocorreu em 2013, quando vencemos uma Espanha em claro declínio técnico (tanto que nem se classificou para o mata-mata de 14), e passamos a acreditar que estávamos prontos para o título do Mundial disputado em casa. Naturalmente, sofremos contra Chile e Colômbia e não tivemos a menor chance contra Alemanha e Holanda.

Ou seja, a Copa das Confederações é um ponto para se esquecer na história do Brasil, e, de tão insignificante, ninguém mais sente saudade.O Brasil é Tetra? Ninguém liga. Pensa-se apenas que não ganhamos um Mundial desde 2002 e que de lá pra cá nos apresentamos como um time fácil de ser batido.

Que o jogo de hoje sirva apenas para matar a saudade da espetacular seleção que contou com Ronaldinho, Kaká, Robinho e Adriano. E nada mais. A Copa das Confederações já nos atrapalhou demais para qualquer saudosismo.

Que não volte nunca mais!

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