Renato Gaúcho esteve a um passo do céu; dois meses depois, a máscara caiu

Créditos da imagem: Buda Mendes/Getty Images

Basta um clique no Google com o nome de Renato Gaúcho e Seleção Brasileira para viajar até o meio deste ano e ver notícias de que o treinador estava muito cotado para assumir o lugar de Tite no banco da equipe nacional.

Era o céu. Aparentemente, acima de críticas, Renato vinha bem com o Flamengo (fazia o time jogar por R$ 200 milhões?) e bastava assumir o comando para se garantir até ao menos a Copa de 2022. Com o futebol até então burocrático do time de Tite, não seria impossível imaginar um up momentâneo dos selecionáveis com o papo de boleiro do treinador boleiro.

Alguns meses depois, a máscara do praieiro caiu. Contra a Chapecoense, nessa segunda-feira, Renato não só se despediu do título do Brasileirão, como também deixa, cada vez mais, de ser favorito para a final da Libertadores contra o Palmeiras no final de novembro.

Tudo isso depois de ter sido dominado em 180 minutos pelo Athletico Paranaense na semifinal da Copa do Brasil.

Sim, o treinador que era visto como o melhor do Brasil há menos de três meses (mesmo tendo sido humilhado pelo Flamengo de Jorge Jesus, dominado pelo Palmeiras de Abel, eliminado pelo Del Valle na pré-Libertadores, além de outros fracassos recentes), agora é detonado pela própria torcida rubro-negra e sequer consegue ter seu cargo garantido pela diretoria do clube.

Seria carma por falar tanto ou só a nudez escancarada?

De fato, Renato só se sobressaiu mesmo no Sul, muito por conta da fase ruim pela qual o Inter passou nos últimos anos. De resto, sempre foi coadjuvante no Brasileirão e, mesmo que tenha chegado várias vezes às semifinais da Libertadores, sempre perdeu quando pegou um time mais ajustado.

Mesmo a Libertadores que venceu, só enfrentou adversários relativamente fracos. Aliás, nem viu a cor da bola contra o Santos no ano passado.

Talvez Renato deva ser o que era até três meses atrás. Folclórico, falastrão, treinador de time com orçamento reduzido, para ganhar alguns títulos e inventar desculpas para cada derrota que conhecer.

Em time de R$ 200 milhões, não dá.

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