“É pela Copa do Mundo”

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Há uma tônica curiosa que se coincide nos retornos de jogadores como Willian, Renato Augusto e Hulk ao Brasil: o desejo de disputar a próxima Copa do Mundo, que será realizada daqui a pouco mais de 12 meses, no Catar.

Corretamente qualificado por Gabigol após a derrota do Flamengo para o Internacional no Maracanã, o futebol brasileiro segue em seu mais baixo nível e faz com que jogadores de trinta anos ou mais, esquecidos na Europa ou em áreas mais periféricas, joguem como se fossem Messis em território nacional.

Com 19 gols em 43 jogos (média de 0,44 gols por jogo) Hulk faz, em números, temporada pior do que fez na China, onde balançou as redes 77 vezes em 145 partidas (0,53 g/j), mas é pedido na Seleção por nove a cada dez “especialistas” em futebol no Brasil.

O desejo de voltar para cá com o objetivo de disputar a Copa do Mundo não está apenas na certeza do jogador de que apresentará bom futebol por aqui, mas também no apoio da imprensa esportiva, incapaz de enxergar que por mais que jogadores como Hulk e Gabigol façam inúmeros gols por aqui, seu nível de futebol jamais chegará próximo de quem batalha semanalmente no mais alto nível na Premier League e na Liga dos Campeões.

Aliás, é bastante plausível imaginar que teremos uma série de comentaristas e torcedores pedindo pela volta de Willian, já que o ex-Arsenal, que está ainda em começo de temporada, deve se sobressair sobre seus rivais por ter uma preparação de pré-temporada europeia e chegar descansado para a reta final da temporada no Brasil.

Queremos mesmo acreditar que um time com Hulk e Willian pode fazer frente a qualquer seleção europeia do alto escalão atualmente, se nem mesmo há oito anos foram capazes de protagonizar bons jogos em uma Copa disputada em seu próprio país?

Há quem acredite. De qualquer forma, quem perde é o Brasil, que se vê influenciado por pensamentos arcaicos que pressionam contra a evolução de seu futebol perante um ufanismo injustificável.

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