Liderança e Castigo: com a CBF, a punição é para quem está no topo

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Imagine jogar futebol num país em crise, sem condições esportivas, com treinadores antiquados, condições financeiras ruins, sempre à margem do centro mundial e com jogadores vendidos no máximo para periferias como China, Índia e Leste Europeu.

Imagine também ir contra a corrente, montar um time forte, chegar entre os quatro primeiros colocados, animar a torcida, jogar um futebol competitivo (nem sempre bonito, mas competitivo), reviver jogadores em má fase, trazer treinadores de outros países.

Imagine uma federação justa, preocupada com o campeonato nacional, com pausas na data FIFA, com proteção a jogadores e treinadores.

Imagine também uma federação corrupta, que atrapalha o futebol, torna tudo arcaico e atrapalha os times que conseguem alcançar o topo da competição mais importante da temporada.

Junte o segundo e quarto parágrafos deste texto e você terá exatamente a liderança e o crime de quem paga para alcançar as primeiras posições no Brasil.

Neste final de semana, enquanto o mundo todo está parado, Flamengo, Santos e Corinthians e São Paulo, os quatro primeiros colocados, jogam sem Arrascaeta, Bruno Henrique, Jorge, Soteldo, Fagner, Pedrinho, Antony e Daniel Alves, não por coincidência, nomes do sucesso atual dos próprios times.

Em suma, no Brasil, aqueles que se destacam são penalizados pela confederação de clubes, preocupada sempre mais com a própria seleção que com clubes.

Uma penalização a quem está com tudo na temporada.

No Brasil, ser o primeiro tem seus prejuízos. Infelizmente.

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