Neymar. Curto, grosso e canastrão

Créditos da imagem: 2016 Rio Olympics – Soccer – Final

Hoje serei breve. Os ingleses criticam Neymar. “Dane-se! São frios, mataram o Jean Charles, provocaram a guerra do Paraguai!!!” Os alemães criticam Neymar. “E a segunda guerra????” Muitos brasileiros criticam Neymar. Seja coxinhas ou mortadelas – vai ver, é o pacto social E aí? Guerra civil ou pedido de penico? Será que podemos baixar a crina e entender que crítica não é traição? Num mundo em que tudo tem uma cacetada de canais, o cérebro humano progressivamente se reduz a apenas dois. Pior: quem entra num deles não pode acessar o outro.

Esqueçam as personalidades do futebol, os jornalistas e a turma arroz-de-festa das mesas redondas pelo mundo. Olhem a molecada do vídeo tirando um sarro do jogador. Osório se enganou feio. Neymar não é mau exemplo pras crianças. É motivo de piada. O possível melhor jogador da Copa do Mundo (consequentemente, ganhador da maldita Bola de Ouro) é alvo de chacota por um motivo simples: seus dramas são ridículos. Parecem uma junção de Didi Mocó, Kiko e Ney Matogrosso. A canastrice é tamanha que, desde 2010, nenhum árbitro é enganado por elas. Houvesse premiação por exageros e simulações, Cristiano Ronaldo ganharia o Oscar. Neymar seria imbatível na Framboesa de Ouro. O primeiro é Tom Hanks. O segundo é Fábio Assunção. Vai ver, é por isso que deixou a barba crescer.

Desde que chegou ao futebol europeu, Neymar é quem mais provoca cartões dos adversários. Se abandonasse a carreira artística (de repente, sugerindo à namorada que faça o mesmo), arrumaria mais ainda. Não são poucos os árbitros que desconfiam das faltas verdadeiras. Tudo por conta não de duas, mas cinco roladas no chão. Conhecem a história do menino inventando ter visto um lobo, até o dia em que apareceu um de verdade e não acreditaram? Neymar não entende isso. Pensa que é o carneirinho do desenho animado, que parece até contente quando grita “é o lobo!”, sabendo que o pobre animal levará outra surra do cão pastor. Neymar não tem cara de carneirinho. É aquele moleque que o professor tem vontade de tirar da sala, sendo que a aula nem começou. “Mas não fiz nada!”. Vai fazer…

Com toda essa falta de talento como ator, o anti-ovino Neymar é um Denzel Washington com a bola. Todo mundo sabe disso. Se ouvirem as reclamações com atenção, dá até pra escutar o que sai nas entrelinhas: “pare de se jogar, dar chilique e encher o saco, que então só restará aplaudir”. Não queremos ser seus amigos. Muito menos seus professores (socorro!). Se possível, gostaríamos de ser fãs. Sem gritinhos. Só admiração. Custa dar ouvidos, “menino Ney”?

5 comentários em: “Neymar. Curto, grosso e canastrão

  1. Esse palhaço nunca será meu ídolo. Mesmo porque ele é incorrigível. E de ídolos o futebol brasileiro foi generoso ao extremo. Pra mim é Romário e Bebeto, Ronaldo, Rivaldo, Marcos e muitos mais.

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